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Aryna Sabalenka relembra morte de ex-namorado e relata superação por meio do tênis

Em entrevista à Time, líder do ranking detalhou rotina e pausas para lidar com o impacto emocional do luto

Vanity Brasil

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Créditos/Reprodução Internet Vanity Brasil

A tenista número 1 do ranking mundial, Aryna Sabalenka, relembrou o período vivido após a morte de seu ex-namorado Konstantin Koltsov, ex-jogador da NHL, ocorrida em março de 2024 em decorrência de uma trombose. Em entrevista concedida à revista Time, a atleta bielorrussa contou como a permanência nos treinamentos foi fundamental para enfrentar um quadro de depressão.

Logo após a perda, Sabalenka optou por disputar o torneio WTA 1000 de Miami, contrariando recomendações de familiares e de seu treinador, Anton Dubrov, que haviam sugerido um afastamento temporário das quadras. A decisão motivou reações nas redes sociais na ocasião.


“O tênis realmente me salvou da depressão. Eu só estava tentando focar nos treinos, para passar menos tempo comigo mesma nos meus pensamentos. Eu chorava muito nos treinos. Foi um momento muito difícil da minha vida”, afirmou a jogadora, destacando que a rotina ajudou a manter a atenção naquilo que conseguia controlar.

Meses depois, após ser superada por Naomi Osaka nas oitavas de final de Wimbledon, Sabalenka relatou ter identificado a necessidade de desacelerar. Ela viajou para a Grécia em busca de descanso emocional. “Eu tomei alguns drinks. Eu dancei um pouco, esqueci do tênis por alguns dias. Mas eu nunca fico bêbada”, declarou, acrescentando: “Você esquece de tudo. Você tenta dançar, tenta mexer o corpo, então por 30, 40 minutos, às vezes uma hora, é só ficar focada em uma coisa e não pensar em outras. É como uma pequena fuga”.


Ainda no mesmo ano, a atleta conheceu o empresário brasileiro Georgios Frangulis, de quem ficou noiva. De acordo com Dubrov, a presença de Frangulis trouxe suporte positivo à equipe durante o momento conturbado. “Ele foi muito parceiro e ajudou bastante a equipe. Ele sempre nos perguntava: ‘O que vocês acham, pessoal? Devo estar nos treinos? Devo estar nas partidas?’. Às vezes, relacionamentos podem não ajudar. Mas ele perguntava: ‘O que vocês acham que seria melhor para ela?'”, relatou o técnico.

Ao comentar a carreira e a condição de integrar o grupo de atletas com ao menos 100 semanas no topo da classificação mundial, Sabalenka ressaltou a intenção de projetar uma imagem equilibrada. “Quero ser lembrada como uma lutadora em quadra, mas como alguém muito legal e divertida fora dela. Acho muito importante que as crianças entendam que é preciso ter equilíbrio. Você não precisa estar totalmente, totalmente focado nos seus sonhos. Um dia, eles podem acabar te destruindo”, concluiu.

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