Fiuk solicita justiça restaurativa para encerrar disputa com vizinhos de Alphaville
Processo criminal envolvendo cantor, vizinhos e barulho de carros segue em Santana de Parnaíba
Vanity Brasil|Do R7

A juíza da Vara Criminal de Santana de Parnaíba encaminhou, nesta sexta‑feira (23), ao Ministério Público o pedido da defesa de Fiuk para que o caso seja submetido à “Justiça Restaurativa”, medida que visa promover o diálogo entre as partes antes de eventual julgamento. O pedido surge após meses de atritos que culminaram em processos criminais entre o cantor e seus vizinhos no condomínio Alphaville Residencial 9, em Santana de Parnaíba (SP).
O conflito teve início no final de 2025, quando Fiuk mudou‑se para uma residência que abriga seu estúdio de gravação, vizinha da casa de Thiago, sua mãe Andréa e sua tia Mônica. O artista alegou que o latido constante de um cachorro perturba seu trabalho e agrava crises de ansiedade e pânico, enquanto os vizinhos reclamavam do barulho de carros esportivos, escapamentos supostamente adulterados e da fumaça emitida pelos veículos.
Em 4 de março de 2026, Fiuk tentou resolver a questão enviando mensagem via WhatsApp a Thiago. O vizinho, ao chegar à porta do cantor, desafiou Fiuk a sair de casa e encontrá‑lo na rua. Áudios da conversa e imagens capturadas pelas câmeras de segurança do artista foram juntados aos autos, resultando na lavratura de um Termo Circunstanciado por ameaça contra o vizinho. O Ministério Público, entretanto, requereu o arquivamento do procedimento, argumentando que disputas desse tipo deveriam ser resolvidas preferencialmente na esfera cível ou pelas normas internas do condomínio.
Poucos dias depois, em 18 de março, Andréa e Mônica registraram boletim de ocorrência acusando Fiuk de perturbação do trabalho ou do sossego alheios. A defesa do cantor alegou que a denúncia seria uma reação ao registro anterior feito por Fiuk contra Thiago.
O caso chegou à Vara Criminal, e, em audiência preliminar realizada em 30 de junho, o Ministério Público ofereceu uma proposta de transação penal que previa prestação de serviços comunitários por dois meses ou pagamento de meio salário‑mínimo. Fiuk recusou a proposta e optou por apresentar sua defesa.
Em 7 de julho de 2026, a Justiça recebeu a denúncia contra o cantor e determinou que a associação de moradores do condomínio encaminhasse o histórico de reclamações dos últimos 24 meses. Na resposta apresentada pelos advogados de Fiuk, a defesa sustenta que a acusação não indica datas, horários ou provas concretas dos supostos abusos sonoros, e questiona a ideia de que ser cantor e piloto de drift implique a prática de ruídos excessivos na residência, bem como a proximidade das testemunhas da acusação com o vizinho.
A solicitação de encaminhamento à Justiça Restaurativa, feita em 22 de outubro, destaca a importância, segundo Fiuk, de resolver o conflito por meio de mediação, pois uma sentença de condenação ou absolvição não seria suficiente para encerrar a discórdia entre os moradores que continuam a conviver no mesmo condomínio.
A decisão da magistrada sobre o pedido de mediação será analisada pelo Ministério Público, que deverá se manifestar nos próximos dias, mantendo o caso em aberto enquanto as partes buscam uma solução conciliatória.















