Isabel Teixeira, 52, realiza cirurgia preventiva nas mamas após diagnóstico de síndrome de Li‑Fraumeni
A atriz, que perdeu a mãe para múltiplos cânceres, relata medo, 90% de risco e mudança de hábitos
Vanity Brasil|Do R7

Isabel Teixeira, 52, atriz conhecida por interpretar a vilã Pilar em Quem Ama, Cuida, optou por remover as duas mamas em cirurgia preventiva depois de ser diagnosticada com a síndrome de Li‑Fraumeni, condição genética que eleva em 90% a probabilidade de desenvolver câncer de mama, conforme contou em entrevista exclusiva à revista Quem.
A descoberta veio após a atriz investigar seu histórico familiar: sua mãe, Alexandra Corrêa, faleceu em 2006 vítima de múltiplos tipos de câncer. Consciente do risco herdado, Isabel procurou sua ginecologista aos 33 anos e passou a solicitar exames complementares para avaliar a própria saúde.
A médica orientou a realização de sequenciamento genético, que confirmou a presença da síndrome de Li‑Fraumeni. “Quando eu soube que eu tinha o Li‑Fraumeni, fiquei com muito medo. Mas fiquei com muito medo. Foi desesperador”, relatou a atriz, descrevendo a reação imediata ao diagnóstico.
Com a estimativa de 90% de chance de câncer em cada mama, Isabel decidiu pela intervenção preventiva. O procedimento foi dividido em duas etapas: a remoção total do tecido mamário seguida da colocação de implantes, garantindo a reconstrução estética.
“A cirurgia foi feita como prevenção. Mulher 50+ com Li‑Fraumeni, principalmente com meu histórico maternal, eu tinha 90% de chance de ter câncer de mama. Então, tirei as duas mamas”, explicou a atriz, reforçando o caráter preventivo da escolha.
Além da questão médica, Isabel refletiu sobre a relação entre corpo e vaidade. “Foi aí que saquei que a minha vaidade estava em outro lugar”, afirmou, indicando que a experiência mudou sua percepção sobre beleza e autocuidado.
A atriz também elogiou a qualidade dos procedimentos realizados no Brasil. “Essa cirurgia que fiz é uma prevenção oncológica. No Brasil, ela é muito bem feita. Se pudesse, ficaria mostrando. Ia fazer topless, entendeu?”, brincou, ressaltando a confiança nos recursos nacionais.
Apesar da abertura, Isabel reconhece que muitas mulheres ainda temem cirurgias preventivas nas mamas, justamente por envolverem uma parte do corpo carregada de significado pessoal.
A operação integrou um conjunto mais amplo de mudanças de estilo de vida. A atriz interrompeu o tabagismo, reduziu o consumo de álcool – que antes incluía vinho diário na França – e iniciou um processo de reeducação alimentar, embora admita que a alimentação continue sendo um desafio.
Isabel também adotou uma rotina intensa de atividade física, frequentando a academia seis vezes por semana e acompanhando de perto os resultados de exames médicos. “Hoje está na minha saúde celular. Estou olhando para a saúde das minhas células. E na saúde física mesmo, na minha energia vital, que nunca esteve tão de bem”, declarou.
Ao encerrar a entrevista, a atriz descreveu a fase atual como um renascimento. “Meu envelhecer está sendo um nascer de novo em um lugar melhor, em um corpo melhor. Em todos os sentidos”, concluiu, evidenciando que a prevenção vai além da cirurgia e permeia escolhas cotidianas.















