Retirada de sonda de Faustão indica avanço significativo na recuperação pós-transplantes
Especialista vê melhora clínica e nutricional após procedimentos do apresentador
Vanity Brasil|Do R7

A retirada da sonda gástrica de Fausto Silva, o Faustão, representou um avanço importante no processo de recuperação do apresentador. O dispositivo, essencial em momentos críticos, teve sua remoção interpretada por especialistas como um indicativo de progresso na saúde do comunicador, que tem enfrentado uma intensa jornada pós-transplantes nos últimos anos. A medida sinaliza uma melhora clínica e um avanço na nutrição, fundamentais para a retomada da autonomia do paciente.
A saúde de Faustão tem sido acompanhada de perto desde que ele passou por um transplante de coração em agosto de 2023, motivado por um quadro de insuficiência cardíaca grave. Poucos meses depois, em fevereiro de 2024, o apresentador realizou um novo transplante, desta vez de rim, devido ao agravamento da função renal. Desde então, ele segue um regime rigoroso de recuperação, que inclui diversas internações, tratamentos contínuos e um acompanhamento multidisciplinar intensivo.
Conforme explicado pelo cirurgião do aparelho digestivo e robótico, Dr. Leonardo Emílio da Silva, a remoção da sonda gástrica é um marco positivo na trajetória de recuperação de pacientes que passaram por transplantes e longos períodos de internação. “Quando ela pode ser retirada, geralmente significa que o paciente está conseguindo avançar na alimentação, manter estabilidade clínica e recuperar parte da autonomia. Isso impacta não apenas a nutrição, mas também o conforto, a autoestima, a mobilidade e a qualidade de vida”, destacou o especialista.
O uso da sonda gástrica é indicado em situações onde o paciente não consegue suprir suas necessidades nutricionais exclusivamente pela alimentação oral. Em casos de pós-transplante, como o de Faustão, o organismo demanda um alto aporte calórico e proteico para cicatrização, fortalecimento da imunidade e recuperação muscular, algo que a via oral nem sempre consegue atender de imediato. Cirurgias complexas, dificuldades para engolir, desnutrição e períodos prolongados de pós-operatório estão entre os principais motivos para a utilização do dispositivo. O especialista ressaltou que transplantados exigem um acompanhamento rigoroso, especialmente nutricional e digestivo, devido à grande exigência metabólica e ao manejo de medicamentos imunossupressores, cruciais para evitar a rejeição dos novos órgãos. “Um paciente transplantado mal nutrido pode ter mais dificuldade de recuperação, maior risco de infecção, perda muscular e internações mais prolongadas”, alertou Dr. Leonardo Emílio da Silva.
Com a retirada da sonda, o foco principal se volta para a manutenção da alimentação por via oral, que deve ser feita de forma progressiva e sob estrita supervisão médica e nutricional. Sinais como náuseas, vômitos, dor abdominal, febre, dificuldade para engolir, engasgos frequentes ou perda da aceitação alimentar são pontos de alerta que demandam atenção imediata. A evolução no acompanhamento pós-operatório e a remoção da sonda representam, portanto, um passo significativo na direção da autonomia de Faustão e de sua gradual retomada à vida cotidiana, enquanto familiares, amigos e sua assessoria continuam a atualizar seu estado de saúde de forma mais discreta.














