Bad Bunny faz dois shows inesquecíveis em São Paulo e reforça que brasileiros também são parte da cultura latina
Pela primeira vez no país, cantor porto-riquenho encerrou a turnê ‘Debí Tirar Más Fotos’ na América Latina
Música|Otávio Urbinatti, do R7
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A estreia de Bad Bunny no Brasil fez São Paulo tremer por duas noites seguidas. O porto-riquenho de 31 anos encerrou a turnê Debí Tirar Más Fotos na América Latina com dois grandiosos shows no Allianz Parque, na sexta-feira (20) e no sábado (21). Quem aguardava ansiosamente a chegada do cantor ao país teve motivos de sobra para cantar e “perrear” ao som do reggaeton e do trap latino que têm dominado todas as partes do planeta.
Benito Antonio Martinez Ocasio, conhecido como “Coelhinho Mau”, ocupa, pela quarta vez, o posto de artista mais ouvido do mundo na plataforma Spotify, com mais de 20 bilhões de reproduções. O sucesso do cantor, no entanto, vai além e já atingiu tantos recordes e feitos históricos que o colocam como uma das maiores personalidades da atualidade.
Bad Bunny se tornou recentemente o primeiro artista com um disco em espanhol a ganhar o Grammy de Álbum do Ano, a principal categoria da premiação. No auge da carreira, Benito também levou no começo do mês toda a sua latinidade para o show do intervalo da final do Super Bowl, um dos maiores e principais eventos da televisão norte-americana.
O impacto econômico e cultural do seu estrondoso sucesso ultrapassou as fronteiras da pequena ilha de Porto Rico e já é notado por todo o continente. No Brasil, as duas noites de show serviram para unir identidades e reforçar que os brasileiros não estão de fora do restante da América Latina.
“Hoje, nós somos do Brasil e vocês de Porto Rico”, disse Bad Bunny durante a apresentação. Inclusive, aproximar o Brasil da cultura latina esteve presente em diversos momentos. “Vamos, América Latina” ou “esse show se trata da união do Brasil, Porto Rico e América Latina” foram falas que energizaram o público e promoveram um encontro inesquecível com a música caribenha.
Dividido em duas partes, o show de Benito começou no palco principal com sucessos do álbum mais recente. As apresentações foram acompanhadas de uma tradicional banda de Porto Rico, que colocou o público de São Paulo para dançar e pular já nos primeiros minutos das mais de duas horas e meia de espetáculo.
Em um segundo momento, o artista deixou a frente do estádio e foi para o outro extremo. Nesta parte, Bad Bunny se apresentou na chamada “Casita”, um palco que imita uma tradicional residência de seu país e virou marca registrada da turnê. Talvez a parte mais aguardada tenha sido ali onde o cantor trouxe as batidas icônicas de reggeaton e trap latino.
No chão e no telhado, interagiu diversas vezes com o público, convidou todos para dançar e até chamou fãs para dentro da casa. As batidas no ritmo “dembow” transbordaram o estádio e estiveram acompanhadas de jogos de luzes hipnotizantes. Benito arrancou gritos toda vez que rebolava. A plateia desceu suada até o chão. Virou balada.
Impactado com a energia brasileira, o porto-riquenho vestiu a camisa verde-amarela, apresentou um RG com o seu nome e se esforçou para conversar com a plateia: “Eu prometo que vou falar português e vou ficar aqui para sempre”. Talvez ele não soubesse da sua grandiosidade por aqui, mas os brasileiros estavam completamente mergulhados na cultura de seu país. “Obrigado por aceitarem a minha música”, disse inúmeras vezes.
Bandeiras do Brasil, de Porto Rico e de muitos outros países da América Latina coloriram as duas pistas. Sinal claro de que os brasileiros são muito mais latinos do que pensam. Mais do que isso, reforça que a alegria, o carisma e o rebolado sempre se encontram quando o assunto é fazer festa.
Para encerrar o show, Benito cantou o hit DTMF sob forte emoção e trouxe mensagens para as pessoas aproveitarem mais o presente e deixarem mágoas do passado para trás. Pediu ainda para o público guardar o celular e explicou que “tirar mais fotos” também é registrar momentos na memória. Os fãs abraçaram uns aos outros, pularam juntos no refrão e mostraram que cada minuto desse espetáculo vai ficar guardado em lugar único.
Bad Bunny deixa o Brasil e encerra a série de apresentações na América Latina com a certeza de que todos por aqui são irmãos de cultura, identidade e ritmos. É sobre isso que a sua música fala. E tudo isso ganha um tempero especial quando duas culturas latinas se encontram em um grandioso “baile inolvidable”. É disso que os brasileiros mais gostam.
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