Emicida exalta autoestima em clipe com Pabllo Vittar e Majur
Rapper apresentou 'AmarElo', canção que também dá nome ao novo projeto do músico e que conta com trechos de 'Sujeito de Sorte', de Belchior
Música|Ricardo Cruz, do R7*

"Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes". O trecho do poema homônimo escrito pelo rapper paulistano Emicida acaba de ganhar novas vozes com as participações de Pabllo Vittar e Majur em AmarElo, canção que dá nome ao novo projeto do cantor.
A música e o videoclipe, que foram apresentados ao público nesta terça-feira (25), propõem uma mudança de perspectiva dos indivíduos diante dos problemas, seja qual for a natureza deles.
O registro audiovisual, que conta com roteiro do próprio cantor, começa com o relato de uma pessoa próxima a ele e que tentou suicídio no passado. A narrativa, que recebe o apoio de Sujeito de Sorte, de Belchior, ao longo da gravação, mostra o empoderamento de três personagens historicamente violentados no Brasil.
Os cantores entoam, juntos, os versos do veterano: "Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro". De acordo com Emicida, "a ideia é que elas [as pessoas] observem ao redor e se enxerguem maiores do que os seus problemas".
AmarElo, além de reconhecer o sofrimento de negros, homossexuais e transexuais, vem como uma injeção de autoestima a essas parcelas da sociedade, que fica evidente quando o rapper diz: 'Levanta essa cabeça. Enxuga essas lágrimas, certo? (Você memo). Respira fundo e volta pro ringue (vai). Cê vai sair dessa prisão. Cê vai atrás desse diploma".
A parceria foi um dos assuntos mais comentados na internet ao longo desta terça, ocupando os Trends Topics Brasil, no Twitter, e um dos temas mais buscados no Google. A música, que tem produção de Raissa Fumagalli, foi lançada pela gravadora Laboratório Fantásma.
Confira o clipe de AmarElo
*Estagiário do R7, sob supervisão de Thiago Calil















