O que o dia 13 de julho tem a ver com o rock brasileiro? Nada
Comemoração é referência ao festival Live Aid, realizado em 1985, e o Brasil é um dos poucos países a ter essa data

13 de julho é comemorado o Dia Mundial do Rock no Brasil. Mas o que aconteceu no 13 de julho no nosso país para tal comemoração? Nada (a data foi proposta por duas rádios de São Paulo e faz alusão ao Live Aid, festival que foi realizado em 1985).
Se tivéssemos uma data para marcar o Dia do Rock Brasileiro, poderia ser 24 de outubro, quando, no ano de 1955, Nora Ney gravou o primeiro rock no Brasil, uma versão em inglês de Rock Around The Clock.
Mas também tem o 30 de janeiro de 1957, quando Cauby Peixoto gravou o primeiro rock composto no Brasil, o Rock’n’Roll em Copacabana. Poderia ser 11 de janeiro, data que marcou o início da primeira edição do Hollywood Rock no Brasil, em 1975, e do Rock in Rio, de 1985.
Todos esses fatos estão no livro Esse Tal de Rock’n’roll - 50 Histórias Essenciais do Rock Brasileiro, do jornalista e pesquisador Fabricio Mazocco (este que vos escreve), e publicado pela Editora Máquina de Livros, que está sendo lançado e que traz uma abordagem inédita ao trazer as histórias em formato de contos e causos (mas todos bem reais).

Inicialmente, identifiquei quase 500 histórias que poderiam entrar no livro. Para selecionar 50, usei como metodologia a abordagem que transita por todas as décadas, com maior número de artistas e bandas, além de “instituições” e eventos, como o Circo Voador, a Rádio “Maldita” Fluminense, o Teatro Lira Paulistana, o Festival Unificado de Porto Alegre, o Rock in Rio, o Festival de Iacanga, a MTV Brasil, entre tantos outros.
O livro inova ao permitir que o leitor possa ler os capítulos de forma aleatória, como também seguir a ordem cronológica da publicação.
As histórias vão desde a quase demissão de Cellly Campello antes do sucesso de Estúpido Cupido, passando pela Marcha Contra a Guitarra, a expulsão da Rita Lee dos Mutantes por não se “enquadrar” no novo som do grupo, a deportação de Tim Maia, a comunidade dos Novos Baianos, a puxada de tapete no Ritchie, o punk paulistano e de Brasília, o estouro da Blitz, as prisões de Arnaldo Antunes, Lobão e Planet Hemp, a capa da revista que abalou Cazuza, a confusão do show da Legião Urbana, a pandeirada que rolou no Kid Abelha, o Sepultura gravando com os Xavantes, o acidente de Herbert Vianna, o Manifesto Manguebeat, a morte de Chorão, o suicídio de Champignon, até os reencontros dos Titãs, do Barão Vermelho e do Kid Abelha.
Também estão lá os mitos e lendas do nosso rock desvendados: é verdade mesmo que Raul Seixas encontrou John Lennon? Serguei teve um caso com Janis Joplin? No livro estão as respostas.
O livro está disponível na Amazon e em livrarias, e também no formato e-book.
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