Nasi lança EP com regravações feitas com uso de inteligência artificial
São seis canções da carreira solo do vocalista do Ira! que ganharam novo estilo musical
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O debate está na mesa: um artista pode usar ferramentas de inteligência artificial para uma música? Enquanto uns defendem e outros abominam, o Nasi, vocalista do Ira!, fez uso da IA e regravou seis canções de sua carreira. Elas estão no EP que recebeu o título nAsI - Artificial Inteligence, já disponível nas plataformas digitais.
Tudo começou com uma parceria do músico com a página Fake Music, do Augusto Junior, que já foi guitarrista do gênero hardcore e que faz encontros inusitados com uso da IA.
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“No meu caso, comecei a fazer brincadeiras com ele e vi que a IA dele estava evoluindo muito. O software antes só pegava a letra da música e fazia as mudanças que eu queria. Com a evolução do software, dava para mudar não só a letra, mas também a harmonia e a melodia junto”, contou Nasi em entrevista para o Enigmas do Rock.
Assim, Nasi viu ali uma possibilidade de experimentar algo novo, diferente dos estilos nos quais ele já surfa muito bem, como o rock e o blues. Ele escolheu seis canções de seus álbuns solo e começou a testar versão para o gênero latino-americano.

“Eu adorei a experiência. Eram coisas que eu queria cantar, mas que não tinha uma banda específica para o que eu queria. O resultado foi muito legal”, afirmou.
As seis canções escolhidas foram: Corpo Fechado, Feitiço na Rua 23, Perigoso, Polvo em Los Ojos, Alma Nocturna e Ogun.
Mas quem pensa que é só apertar um botão para chegar ao resultado final está errado. Com a escolha das canções, a IA foi mostrando várias versões até que chegasse à escolha de uma para o Nasi cantar. Em seguida, entra o processo de edição, já que a ideia era ter músicas curtas. E assim por diante.
Apesar de ter gostado do resultado, o projeto não terá sequência. “É um trabalho pontual porque é experimental. Esse não vai ser o futuro da música e da minha música”, destacou
Porém, ele vê com bons olhos o uso da ferramenta para outras fases do processo musical.
“Hoje, a IA, assim como em todas as profissões, pode ser um auxiliar para compor, arranjar, trabalhar com ela. Eu vi que o baixista do Black Sabbath, o Geezer Butler, está fazendo um álbum solo que, antes de levar pra banda o arranjo, ele faz com IA. Ele pega o resultado, vai pro estúdio e a banda reproduz. Então, você pode pegar a IA para dar uma sugestão de arranjos de cordas, de naipe. Você tem que direcionar a IA, dar referência a ela”, concluiu.
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