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Nasi lança EP com regravações feitas com uso de inteligência artificial

São seis canções da carreira solo do vocalista do Ira! que ganharam novo estilo musical

Enigmas do Rock|Fabricio MazoccoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nasi, vocalista do Ira!, lançou um EP intitulado "nAsI - Artificial Inteligence" com seis regravações realizadas com inteligência artificial.
  • As canções regravadas foram escolhidas de seus álbuns solo e adaptadas para um estilo latino-americano.
  • A experiência foi considerada positiva, mas Nasi destacou que o projeto é experimental e não terá continuidade.
  • Ele acredita que a IA pode ser útil em outras fases do processo musical, como composição e arranjos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Novo projeto experimental do vocalista do Ira! Reprodução/capa

O debate está na mesa: um artista pode usar ferramentas de inteligência artificial para uma música? Enquanto uns defendem e outros abominam, o Nasi, vocalista do Ira!, fez uso da IA e regravou seis canções de sua carreira. Elas estão no EP que recebeu o título nAsI - Artificial Inteligence, já disponível nas plataformas digitais.

Tudo começou com uma parceria do músico com a página Fake Music, do Augusto Junior, que já foi guitarrista do gênero hardcore e que faz encontros inusitados com uso da IA.


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“No meu caso, comecei a fazer brincadeiras com ele e vi que a IA dele estava evoluindo muito. O software antes só pegava a letra da música e fazia as mudanças que eu queria. Com a evolução do software, dava para mudar não só a letra, mas também a harmonia e a melodia junto”, contou Nasi em entrevista para o Enigmas do Rock.

Assim, Nasi viu ali uma possibilidade de experimentar algo novo, diferente dos estilos nos quais ele já surfa muito bem, como o rock e o blues. Ele escolheu seis canções de seus álbuns solo e começou a testar versão para o gênero latino-americano.


Nasi fez nova versão de canções de sua carreira solo Fabricio Mazocco/Enigmas do Rock - 16.07.2022

“Eu adorei a experiência. Eram coisas que eu queria cantar, mas que não tinha uma banda específica para o que eu queria. O resultado foi muito legal”, afirmou.

As seis canções escolhidas foram: Corpo Fechado, Feitiço na Rua 23, Perigoso, Polvo em Los Ojos, Alma Nocturna e Ogun.


Mas quem pensa que é só apertar um botão para chegar ao resultado final está errado. Com a escolha das canções, a IA foi mostrando várias versões até que chegasse à escolha de uma para o Nasi cantar. Em seguida, entra o processo de edição, já que a ideia era ter músicas curtas. E assim por diante.

Apesar de ter gostado do resultado, o projeto não terá sequência. “É um trabalho pontual porque é experimental. Esse não vai ser o futuro da música e da minha música”, destacou


Porém, ele vê com bons olhos o uso da ferramenta para outras fases do processo musical.

“Hoje, a IA, assim como em todas as profissões, pode ser um auxiliar para compor, arranjar, trabalhar com ela. Eu vi que o baixista do Black Sabbath, o Geezer Butler, está fazendo um álbum solo que, antes de levar pra banda o arranjo, ele faz com IA. Ele pega o resultado, vai pro estúdio e a banda reproduz. Então, você pode pegar a IA para dar uma sugestão de arranjos de cordas, de naipe. Você tem que direcionar a IA, dar referência a ela”, concluiu.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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