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Larinu mostra delicadeza e experiência de vida na canção "Refúgio"

Cantora e atriz de 21 anos vai lançar o primeiro trabalho musical neste mês; ouça

Música|Juca Guimarães, do R7

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A cantora Larinu, 21 anos, está lançando o 1º trabalho este mês
A cantora Larinu, 21 anos, está lançando o 1º trabalho este mês

A atriz e cantora Larissa Nunes, a Larinu, se divide e se completa entre os dois ofícios. O seu lado cantora e compositora está perto de pousar na forma de um delicado e emocionante EP com duas faixas, a ser lançado este mês pelo selo independente Carranca Records.

O primeiro single do trabalho é a canção "Refúgio", cheia de delicadeza, romance e amores (im)possíveis. A letra da música foi composta pela atriz-cantora sobre o instrumental do Dé do Beat. O resultado foi um conjunto de reflexões sinceras e pungentes como: 'Não se pode ter demais/ Se não é capaz, de se imaginar/Não se pode ter demais/ Se não é capaz´.


Confira a entrevista da cantora, de 21 anos, e o áudio de "Refúgio". O EP será lançado ainda este mês no no canal da Carranca Records no Youtube, Soundcloud e, provavelmente, no Spotify.

R7: Qual a história da música Refúgio? Qual a inspiração?


Larinu: Pra ser sincera, Refúgio nasceu de um improviso a partir da base que Dé no Beat (produtor catarinense) produziu. Acabei ouvindo e me encantei. Ouvi diversas vezes o instrumental e as frases iam surgindo, até eu me perceber escrevendo uma poesia. Quando percebi, resolvi encarar como composição. Acredito que a inspiração veio de coisas que já havia escrito. A música fala no fundo sobre expectativas, sobre encontrar alguém de verdade. É ainda difícil falar diretamente sobre inspirações. (risos)

R7: Quais as suas cantoras de jazz e soul preferidas?


Larinu: Nina Simone, Jill Scott, Billie Holiday... Me inspiro inteiramente no trabalho da Erykah Badu. Apesar de me identificar com essas cantoras, ainda me vejo experimentando muitos estilos pra compor.

R7: O fato de também ser atriz te ajuda na hora de cantar suas canções? Como você concilia as duas carreiras?


Larinu: Ser atriz tem me impulsionado a lidar com a vida de diversas maneiras. O teatro tem me ajudado a organizar meu pensamento, minhas escolhas e as do mundo...de alguma forma isso interfere no que tento fazer na música. Quero ter tempo suficiente para me dedicar nessas duas vivências.

R7: Você começou tocando clarinete? Como foi isso? Quais instrumentos você toca?

Larinu: Eu estudava numa escola como bolsista e eles tinham uma orquestra de câmara. Fui tocando flauta e conheci o clarinete. Toquei durante três anos. Daí fui conhecendo o violão e o teclado. Não digo que toco bem, mas tenho uma boa noção musical com os instrumentos.

R7: Como é o EP que você está lançando?

Larinu: Como se trata de um processo experimental, é um EP com duas faixas e uma introdução. Me dei a chance de lançar aquilo que já estava mais "pronto", apesar de estar sempre escrevendo e fazendo som. Esse EP é um tiro no escuro. A primeira vez que resolvo compartilhar uma criação bem pessoal.

R7: Como você definiria o álbum? Ele tem um conceito que conecta as músicas?

Larinu: O EP tem alguns recortes dos temas que me rodearam recentemente. Amor, conflitos, encontros. A segunda faixa, Sagrada, produzida por Eleiel (artista de São Paulo também), fala sobre a mulher negra e suas referências ancestrais. É um flerte com a rima e com o hip hop. E a introdução é um trecho do livro "Pele Negra, Máscaras Brancas", do Frantz Fanon. Não pensei na conexão entre as faixas muito bem, mas ouvindo o EP todo, ela se revela.

R7: Quais os trabalhos que você já fez como atriz?

Larinu: Meu primeiro espetáculo profissional foi o "Doc. Educação"(2015), direção de Lee Taylor e Hercules Morais. Atualmente estudo na Escola de Arte Dramática (USP), tenho trabalhado em alguns curtas e pesquisado sobre negritude e política através do teatro e da perfomance. Estou em processo de montagem também.

R7: Refúgio tem um clima meio jazz com uma brasilidade bossa nova, porém, é um som arejado e moderno. Quais as suas referências de canto e de composição?

Larinu: Minhas referências são muito variadas. Bebo da fonte de MPB também e acompanho o trabalho dos artistas nacionais, Liniker, Tássia Reis, Criolo.. Vou criando no meio dessas referências todas: jazz, samba, hip hop. O Carranca Records, selo independente do qual faço parte, me influencia bastante com o Rap. Tenho me juntado com uma banda independente de São Paulo, Banda LOMA, que curte experimentar estilos assim como eu. Sou influenciada por cada artista que me envolvo quando canto e componho.

R7: Você pretende lançar algum outro single antes?

Larinu: Como são duas faixas, quero explorar bastante cada música. Talvez a faixa "Sagrada" seja um single também. Tudo depende de como o público vai receber o EP.

R7: Vai ter videoclipe de Refúgio?

Larinu: Estamos pensando nisso. As ideias já estão surgindo.

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