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Preta assume que Gil estava certo em criticar foto dela nua em disco

Cantora comentou em live que o pai alertou que a imagem dela nua no encarte do primeiro disco tiraria o foco da música

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Capa do primeiro disco de Preta Gil, de 2003
Capa do primeiro disco de Preta Gil, de 2003

17 anos depois de lançar o primeiro disco, Preta Gil reconhece que o pai estava certo ao criticar as fotos que ela escolheu para a capa e encarte do projeto.

Pret-a-Porter (2003) traz a cantora em poses ousados e sem nenhuma roupa no projeto gráfico. À época, Preta diz que Gilberto GIl alertou que a escolha desse tipo de imagem poderia tirar o foco para o principal: a música da filha.


Em conversa com Antonia Fering, ela reconhece que o pai estava certo, embora na ocasião achava que era apenas conservadorismo dele. "Quando fiz meu primeiro álbum, me senti renascendo. (...) Quando a gente estava fazendo as fotos [para o encarte], me achei careta. Eu, que sou filha de tropicalista e já vi tantas coisas incríveis, me vi fazendo umas poses [caretas] e achei que isso não tinha nada a ver com o disco. Propus: posso ficar pelada?", contou.

"Amei, achei a cara do que queria dizer naquele momento. Peguei as fotos, no negativo, e mostrei para o meu pai. Ele viu. '[Perguntei], e aí, pai, gostou?'. Ele disse, 'desnecessário, Preta. Não vai ser bom, você vai desvirtuar, tirar a atenção da música para a história da capa'."

Quando saiu o disco, Preta percebeu que a imprensa acabou mesmo dando mais atenção para a nudez do que para a música. "Entendi por que ele falou aquilo. De fato, em uma sociedade machista, gordofóbica, homofóbica, racista que a gente vive, as pessoas viram aquela capa e disseram, 'isso é nitroglicerina pura'", contou.

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