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Rapper Rincon Sapiência mistura Carnaval e hip-hop na faixa "Meu Bloco" 

Música faz parte do álbum “Galanga Livre” com lançamento previsto para o mês de maio

Música|Juca Guimarães, do R7

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Rincon aproximou os laços entre o Carnaval e o rap
Rincon aproximou os laços entre o Carnaval e o rap

Em um vídeoclipe gravado dentro do barracão do Grêmio Recreativo Social Cultural Escola de Samba Pérola Negra, tradicional reduto do melhor do samba na Vila Madalena, o rapper Rincon Sapiência apresenta a contigiante faixa "Meu Bloco", um documento musical definitivo comprovando o parentesco entre o samba e o rap. 

A música de Rincon reforça uma tendência que, provavelmente, ganhará mais espaço nos próximos anos. A união entre o rap e o Carnaval, que é a manifestação cultural mais popular do país. Em meio ao atual movimento de retomada do Carnaval de rua em todo o país, que este ano contará pela primeira vez com blocos específicos dedicados ao rap, “Meu Bloco” traz versos repletos de alusões às tradicionais figuras da festa, que tem como protagonistas em sua gênese os afrodescendentes brasileiros tanto no aspecto rítmico-musical quanto na dança.


Assim, Rincon Sapiência deslancha o seu já tão aclamado flow (fluência e ritmo) num som que ele mesmo define como afrorap e que exalta o empoderamento através da cultura preta com metáforas contundentes, uma das marcas registradas de seu discurso, que se somam aos sons de tamborins e de uma bateria, ambientando o ouvinte à atmosfera de Carnaval que dita o tom da música e do videoclipe.

"Meu Bloco" foi Produzida pelo próprio Rincon, a faixa conta com scratches do Dj Luba Construktor, que também o acompanha nos palcos. O videoclipe, uma realização da Boia Fria Produções, foi dirigido por Jorge Dayeh (Anão) e gravado em um ousado plano sequência que cria uma atmosfera típica de samba de raiz: puro e simples.


O disco

O esperado álbum “Galanga Livre” é o resultado da imersão do Rincon Sapiência no universo da música africana e sua incessante busca por suas raízes musicais. Produzido pelo próprio rapper, o disco conta com coprodução e mixagem do experiente William Magalhães, líder da Banda Black Rio, e masterização de Arthur Joly.


Para além de sua irreverência, o rapper mostra no álbum a justa medida entre balanço e romantismo, formula mágica de discos consagrados da nossa música até então pouco presente no rap nacional, trazendo influências da negritude que vão desde a capoeira até o blues, passando pelo coco e pela tropicália, até o afrobeat, permeadas pela veia rock and roll que caracteriza a obra de Rincon, que também é conhecido na cena pelo seu vulgo Manicongo.

Em menos de dois meses no ar, o videoclipe da faixa “Ponta de Lança (verso livre)", que também estará no disco, teve mais de 2,6 milhões de visualizações no Youtube e mais de 1 milhão no Facebook.

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