Música Rennan da Penha é considerado foragido pela Polícia Civil

Rennan da Penha é considerado foragido pela Polícia Civil

No dia 18 de março, o TJ-RJ expediu um mandado de prisão contra o funkeiro. Ele foi condenado por associação ao tráfico de drogas

  • Música | Helder Maldonado, do R7

Rennan da Penha é considerado foragido pela polícia

Rennan da Penha é considerado foragido pela polícia

Divulgação

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro anunciou que Rennan Santos da Silva, conhecido como DJ Rennan da Penha, teve o mandado de prisão expedido pela Justiça e já é considerado foragido.

Na última segunda-feira (18), o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) expediu um mandado de prisão contra Rennan Santos Silva. O funkeiro foi condenado a 6 anos e 8 meses em regime fechado por associação ao tráfico de drogas.

Em entrevista ao R7 na segunda-feira (1º), o advogado Pedro Lavigne, da equipe de defesa de Rennan, afirmou que o DJ sempre colaborou e continuaria colaborando com a Justiça. Apesar disso, ele ainda não se entrgou à Polícia.

Além do DJ, mais 10 pessoas envolvidas no Baile da Gaiola, maior baile funk do Rio, realizado na Vila do Cruzeiro, tiveram mandados de prisão expedidos.

Cantor foi condenado por associação ao tráfico

Cantor foi condenado por associação ao tráfico

Reprodução Instagram

A condenação foi alvo de críticas de instituições, como a OAB, que enxerga no caso uma tentativa de criminalização do funk e racismo velado. "A OAB/RJ manifesta preocupação e repúdio ao uso do sistema de justiça criminal contra setores marginalizados da sociedade com a finalidade de reproduzir uma ideologia dominante em detrimento da cultura popular", disse a Ordem em nota.

Famosos também se manifestaram na mesma linha. Verônica Costa, fundadora da produtora Furacão 2000 e vereadora pelo MDB do Rio, deixou mensagem no perfil do funkeiro em repúdio à decisão. "Como precursora do funk e representante eleita das periferias (estou no meu quinto mandato como vereadora) não poderia deixar de me manifestar sobre a condenação (em segunda instância) e o pedido de prisão do DJ Rennan da Penha, jovem que fez muito sucesso com o famoso Baile da Gaiola", escreveu.

DJ é organizador do Baile da Gaiola

DJ é organizador do Baile da Gaiola

Reprodução Twitter

Entenda o caso

A investigação foi feita por meio dos depoimentos de duas testemunhas e afirma que o DJ atuava na área de vigilância do Comando Vermelho (o popular olheiro), alertando traficantes por WhatsApp sobre quando o caveirão estava para subir o morro. Além disso, ele é acusado de portar arma de grosso calibre em foto nas redes sociais (o que a investigação assume não ter como provar se é ou não verdadeira) e foi filmado conversando com suspeitos.

Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal, negou, no dia 21 de março, um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do funkeiro. O argumento utilizado foi o de que a jurisprudência do STF reconhece a constitucionalidade da prisão após decisão em segunda instância.

Rennan é considerado olheiro do tráfico

Rennan é considerado olheiro do tráfico

Reprodução/Instagram

O advogado de defesa do músico pretende agora recorrer ao plenário do Supremo, visto que Rennan tinha sido absolvido na primeira instância. 

Em nota oficial publicada pela defesa, os advogados do músico falam em perseguição. Segundo Nilsomaro Rodrigues e Fabio Rodrigues, encontra-se pendente de análise perante o STF o pedido de liminar em Habeas Corpus para que Rennan aguarde em liberdade a apreciação de seus recursos aos tribunais superiores. "Rennan da Penha representa a cultura negra da periferia do Rio de Janeiro. É justamente por isso que sofre amplo preconceito fora do ambiente onde nasceu e foi criado. A defesa de Rennan Santos da Silva discorda firmemente da decisão proferida pela segunda instância, que não apenas reverteu a absolvição proferida pela juíza que interrogou Rennan e as testemunhas de acusação, mas inclusive impôs pena acima do mínimo legal em desrespeito à primariedade do acusado", diz trecho da nota.

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