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Show de Sabrina Carpenter em São Paulo tem ‘shot’ no palco e Luísa Sonza ‘presa’

Cantora trouxe a estrutura enorme da turnê Short n’ Sweet quase completa para todos os shows na América Latina

Música|Mariana Morello, do R7

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  • Sabrina Carpenter apresentou um show grandioso no Lollapalooza, trazendo quase toda a estrutura da sua turnê Short n’ Sweet.
  • O público interagiu intensamente, cantando junto e recebendo com entusiasmo os momentos divertidos do show.
  • A artista homenageou o Brasil com figurinos nas cores verde e amarelo e surpreendeu ao algemar Luísa Sonza no palco.
  • Após uma performance emocionante, Sabrina encerrou o show com o hit “Espresso”, diante de uma multidão de cerca de 100 mil pessoas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sabrina Carpenter
Sabrina Carpenter foi a principal atração do primeiro dia de festival Reprodução/redes sociais/@sabrinacarpenter - 21.03.2026

A apresentação de Sabrina Carpenter no Lollapalooza, na noite desta sexta-feira (20), em São Paulo, começou antes mesmo de ela pisar no palco. Um vídeo interativo introduziu o conceito de “programa de TV”, com direito a tentativas em português como “caipirinha” e “tchau tchau”, arrancando os primeiros gritos da plateia.

Diferente de muitos artistas que adaptam seus shows para o formato de festival, Sabrina trouxe praticamente a estrutura completa da turnê Short n’ Sweet Tour, realizada ao longo de 2025 — que contou com dezenas de datas esgotadas nos Estados Unidos. O cuidado cenográfico e performático elevou o nível da apresentação e deixou claro que não se tratava de um “show reduzido”.

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Como as centenas de looks personalizados já indicavam pelo gramado do Lolla, o público foi em peso ao Autódromo de Interlagos à espera da loirinha do pop. E a recepção foi imediata: já nos primeiros versos de “Busy Woman”, a plateia cantava tão alto que, por momentos, quase superava a voz da artista — algo que se manteve ao longo de toda a apresentação, inclusive nas transmissões oficiais.

Um dos momentos mais aguardados da noite era a revelação da cor do figurino escolhido para o show: um body de paetês amarelo-manteiga. Embora mais simples do que as peças elaboradas repletas de camadas e cristais vistas na turnê, o look cumpriu bem seu papel visual. Mais tarde, ela trocou para um conjunto verde brilhante com franjas, incorporando, assim, o tradicional verde e amarelo do Brasil ao show.

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Pequena em estatura, mas gigante em presença de palco, Sabrina sustenta o show com carisma e domínio — algo que também vem de sua experiência como atriz, iniciada ainda jovem em produções da Disney Channel, como Girl Meets World. No palco, essa bagagem se traduz em timing, expressividade e uma habilidade natural de se comunicar com o público.

Luísa Sonza
Luísa Sonza foi a escolhida para participar da brincadeira em "Juno" Reprodução/redes sociais/@luisasonza - 21.03.2026

A interação, inclusive, foi um dos pilares da apresentação. Após as três primeiras músicas, ela saudou a plateia com um animado “Oi, Brasil!” e relembrou suas passagens anteriores pelo país, incluindo o show no MITA Festival, em 2023. Empolgada, afirmou: “Vocês têm tudo! São um dos melhores lugares do mundo, pela forma como valorizam a música, como cantam… estou ficando animada, sinto que essa será uma das melhores plateias que já tivemos”.

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Em outro momento, entrou na brincadeira com os fãs ao tentar entender os gritos de “Sabrina, eu te amo”, traduzindo em tempo real e rindo: “Me sinto na escola, vocês estão me ensinando português!”. Também revelou uma de suas estratégias favoritas: “Sou o tipo de cantora que gosta de ficar no lado mais barulhento do palco”, disse, antes de promover uma disputa entre os lados da plateia.

O bom humor seguiu com aprendizados inesperados — como a palavra “gostosa”, que ela prometeu não esquecer — e momentos mais íntimos. Sentada na beira do palco, observando o público, comentou: “Estou me divertindo tanto”, antes de cantar “Never Getting Laid”, que revelou ser uma de suas favoritas, raramente incluída no setlist.

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O show foi recheado de hits virais do TikTok, com o público acompanhando do início ao fim. E, mantendo tradições da turnê, Sabrina incluiu a já esperada “brincadeira” de algemar um convidado famoso durante “Juno”. No Brasil, a escolhida foi Luísa Sonza — momento que levou a plateia ao delírio e arrancou da americana um espontâneo: “Acho que vou ter que me mudar pra cá”.

Outro destaque foi o momento descontraído em “Slim Pickins”, quando Sabrina tomou um shot no palco — levantando a dúvida bem-humorada entre os fãs: seria seu primeiro em solo brasileiro?

Apesar de alguns fãs sentirem falta da pose clássica de “Juno” — substituída, nas apresentações recentes na América Latina, por uma versão com uma “arminha” e bandeira do país —, o entusiasmo geral não diminuiu.

Na reta final, a artista se emocionou ao cantar “Don’t Smile” para uma multidão estimada em cerca de 100 mil pessoas. E, após mais de uma hora de show intenso — com dança, vocais consistentes e muita conversa —, Sabrina encerrou a noite com o fenômeno “Espresso”, faixa que ultrapassa 2,8 bilhões de streams no Spotify.

No fim, o show funciona quase como um contraponto ao padrão de apresentações “enxugadas” em festivais. Sabrina Carpenter aposta no oposto: mantém a grandiosidade, preserva a narrativa e sustenta o interesse do início ao fim — uma escolha que eleva sua performance e evidencia um compromisso raro com a experiência do público.

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