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Voo de Rick tinha mesma condição de espaço aéreo do acidente de Marília Mendonça

Sertanejo morreu no dia 21 de setembro, após o helicóptero em que estava cair na região de serra de Santa Catarina

Música|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O helicóptero que transportava o cantor Rick operava em espaço aéreo não controlado, semelhante ao acidente de Marília Mendonça em 2021.
  • Em espaços aéreos não controlados, os pilotos são responsáveis pela condução da aeronave, sem a necessidade de autorização dos órgãos de controle de tráfego aéreo.
  • A Força Aérea Brasileira confirmou que o acidente de Rick não tem relação direta com o tipo de espaço aéreo, e as causas ainda estão sendo investigadas.
  • No dia do acidente, a região estava sob alerta de tempestades, e a caixa-preta do helicóptero será analisada para ajudar na investigação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rick e Marília Mendonça morreram em acidente aéreo Reprodução/Instagram/@ricksollo1 e Reprodução/Instagram/@mariliamendoncacantora

O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, que morreu no dia 21 de setembro, operava, assim como o avião de Marília Mendonça em 2021, em espaço aéreo não controlado. A informação foi confirmada pela FAB (Força Aérea Brasileira).

A condição, prevista nas regras internacionais de aviação, não significa que as aeronaves estivessem sem acompanhamento ou que voassem fora do sistema de segurança do tráfego aéreo.

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A diferença está no tipo de serviço oferecido. Em espaços aéreos controlados, os órgãos de controle podem autorizar e separar aeronaves e emitir instruções aos pilotos. Nas áreas não controladas, não há esse tipo de controle: o piloto não precisa manter contato com um órgão de tráfego aéreo para realizar a operação e permanece responsável pela condução da aeronave.

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Isso não significa ausência de informações. Segundo o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), aeronaves que operam nessas áreas podem receber dados relevantes para a segurança do voo por meio dos Serviços de Informação de Voo.

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No caso do helicóptero de Rick, essas informações eram prestadas pelo Serviço de Informação de Voo Curitiba, subordinado ao Segundo Cindacta II (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo). O serviço fornece informações aos pilotos, mas não tem a função de autorizar, separar ou instruir aeronaves, como ocorre nos órgãos de controle de tráfego aéreo.

A FAB esclareceu as condições do espaço aéreo, no entanto, não apontou relação entre essa característica e a queda. As circunstâncias do acidente com o cantor Rick ainda são investigadas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

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As investigações ainda não concluíram se as condições meteorológicas tiveram relação com a queda.

O caso de Marília Mendonça

A mesma classificação de espaço aéreo também estava presente no acidente que matou Marília Mendonça, em novembro de 2021, em Piedade de Caratinga.

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No acidente de Marília, a investigação do Cenipa já foi concluída. O relatório descartou falha mecânica e apontou o julgamento de pilotagem como fator contribuinte. Segundo o órgão, a aproximação para o pouso foi iniciada a uma distância significativamente maior do que a esperada e com pouca separação em relação ao solo.

O acidente com Rick

O Bell 430, de prefixo PP-MGR, decolou às 10h30 do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, com destino ao heliponto Metropolitan Criciúma, em espaço aéreo não controlado. O pouso estava previsto para 11h24.

A aeronave caiu em uma região de Urubici. Além de Rick, morreram o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros.

No dia do acidente, Urubici e a região próxima a São Joaquim estavam sob alerta de “grande perigo” para tempestades emitido pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O aviso previa chuva superior a 100 milímetros em 24 horas, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo, além de riscos de queda de árvores, alagamentos e danos a edificações.

Durante a aproximação, o avião atingiu um cabo para-raios de uma linha de transmissão da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). O Cenipa concluiu que o cabo não precisava de sinalização porque estava fora da zona de proteção do aeroporto e das superfícies de aproximação e decolagem.

Além da cantora, o produtor Henrique Ribeiro, o assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana morreram no acidente.

A menção ao caso não significa que exista uma relação entre as causas das duas ocorrências. No caso de Rick, ainda não há conclusão sobre os fatores que provocaram a queda. A caixa-preta do helicóptero foi localizada e será analisada pelo Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília. Os dados deverão auxiliar o Cenipa na apuração das circunstâncias do acidente.

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