Equipe de Mass Effect removeu bandeira LGBT e elementos de diversidade ao apresentar o jogo à EA
A equipe da BioWare que trabalhava em Mass Effect Universe, o novo Mass Effect cancelado com o fechamento do estúdio, removeu uma...
Outer Space|Do R7

A equipe da BioWare que trabalhava em Mass Effect Universe, o novo Mass Effect cancelado com o fechamento do estúdio, removeu uma bandeira considerada parecida demais com a bandeira LGBTQIA+ do trailer do jogo que foi apresentado aos executivos da Electronic Arts durante o desenvolvimento. Segundo
reportagem do site francês BFM Tech
, que ouviu funcionários do estúdio, a intenção foi de "não incomodar" os executivos da EA, que certamente ficaram traumatizados pela "lacração" que arruinou Dragon Age: The Veilguard.
De acordo com a reportagem, os funcionários ouvidos pediram anonimato porque o processo de fechamento ainda não terminou; os nomes usados no texto foram trocados. Um deles, identificado como Arthur, disse que as propostas em vídeo apresentadas à nova direção da empresa "não convenceram" e que o fato de a BioWare ser conhecida por histórias inclusivas "não ajudou a eliminar o ceticismo".
Ao divulgar a reportagem
, Trinel escreveu que "certos elementos focados em diversidade foram removidos de demos mostradas a executivos da EA". Depois, em declaração ao site americano
, ele disse que a retirada foi feita "em antecipação a um possível retorno negativo, dada a atual estrutura acionária da Electronic Arts", e que não se tratava de esconder elementos inclusivos, mas de antecipar reações negativas de executivos que ele descreveu como conservadores. Nenhum documento ou fonte identificada confirmou o episódio.
A EA foi comprada por cerca de US$ 55 bilhões por um consórcio formado pelo fundo soberano da Arábia Saudita (PIF), pela empresa de investimentos Silver Lake e pela Affinity Partners, de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A compra foi concluída neste ano e, em 21 de outubro, a empresa
anunciou o fechamento da BioWare
e o fim do desenvolvimento do novo Mass Effect, dentro de uma reestruturação que cortou cerca de 400 vagas. No comunicado, a EA disse que tinha "uma pequena equipe" no desenvolvimento inicial do jogo e que decidiu não seguir com o projeto, sem dar outros motivos.
Segundo a BFM, a EA foi procurada sobre todos os pontos da reportagem e não respondeu. A empresa também não havia comentado o caso publicamente até a publicação deste texto.
A reportagem traz outros detalhes do projeto relatados pelos funcionários. Segundo eles, o desenvolvimento corria de forma "tranquila", com alguns prazos perdidos, e a previsão interna era lançar o jogo no fim de 2028. O projeto tinha trocado o motor Frostbite, usado em Mass Effect: Andromeda, pela Unreal Engine, o que exigiu refazer boa parte do trabalho. Os funcionários confirmaram que a história se passaria 600 anos depois da trilogia original, com um novo protagonista ao lado de Liara T'Soni, como já tinha sido
, e citaram um sistema que combinaria escolhas feitas nos jogos anteriores para gerar diferentes pontos de partida.
Ainda segundo a BFM, o vídeo interno que vazou depois do anúncio do fechamento não deveria ter se tornado público, mas parte de seu conteúdo seria mostrada no N7 Day, em 7 de novembro, data em que a série é celebrada todos os anos. Os funcionários também disseram que roupas de Mass Effect previstas para um evento especial de Battlefield 6 foram retiradas dos arquivos do jogo na última hora.
Uma
petição de fãs para salvar Mass Effect
já passou de 200 mil assinaturas.















