Estúdio de Star Wars: Zero Company dispensa 80% da equipe, apesar de boa recepção ao jogo
O lançamento de Star Wars: Zero Company deveria representar um momento de celebração para a Bit Reactor. O jogo chegou ao mercado...
Outer Space|Do R7

O lançamento de Star Wars: Zero Company deveria representar um momento de celebração para a Bit Reactor. O jogo chegou ao mercado em 27 de agosto com avaliações bastante positivas e rapidamente ganhou destaque entre os títulos mais vendidos do Steam. No entanto, enquanto o estúdio comemora a recepção de seu primeiro projeto, grande parte da equipe responsável pelo desenvolvimento está afastada e sem receber salários.
Segundo informações obtidas pelo jornalista Stephen Totilo, do
, a Bit Reactor colocou a maior parte de seus funcionários em uma licença não remunerada, conhecida na indústria como furlough, semanas antes do lançamento de Star Wars: Zero Company.
A própria Bit Reactor confirmou que realizou os afastamentos, embora não tenha revelado quantos funcionários foram afetados. A empresa classificou a decisão como difícil e afirmou que ela foi tomada antes que fosse possível saber como o jogo se sairia comercialmente após o lançamento.
Fontes ouvidas pelo Game File afirmam que aproximadamente 80% da equipe teria sido dispensada. Outra fonte descreveu a situação como a existência de apenas uma "equipe mínima" mantida na folha de pagamento, responsável principalmente por lidar com eventuais problemas e correções de Star Wars: Zero Company após o lançamento.
A situação é particularmente curiosa porque a decisão foi tomada justamente antes de um lançamento que acabou sendo considerado um sucesso de crítica. A Bit Reactor ressaltou que os afastamentos foram uma decisão interna e não partiram da Electronic Arts ou da Disney, que publica o jogo e detém os direitos de Star Wars, respectivamente.
Star Wars: Zero Company foi lançado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S e rapidamente recebeu elogios por sua combinação de combate tático por turnos, inspirado em XCOM, com elementos narrativos e personagens ambientados no universo de Star Wars.
No agregador Metacritic, o título chegou a 86 pontos na versão para PC, tornando-se o jogo de Star Wars com a maior média da crítica em 22 anos, superando os resultados de diversos lançamentos recentes da franquia. No Steam, Zero Company também apresentou desempenho inicial expressivo, chegando ao topo da lista de jogos mais vendidos da plataforma. A página do jogo atualmente registra milhares de avaliações de usuários, com classificação "Muito positivas".
A própria Bit Reactor afirmou que espera conseguir trazer de volta os funcionários afastados, com seus salários restaurados, caso o desempenho do jogo permita. Ainda assim, alguns dos desenvolvedores afetados demonstraram preocupação com a possibilidade de nem todos retornarem aos seus antigos cargos.
As dificuldades financeiras da Bit Reactor vieram à tona em meio a uma disputa judicial entre seus fundadores. Uma ação movida em 2024 por Alison Kelly, ex-diretora de operações da empresa, contém documentos que indicam que o estúdio havia ficado sem a maior parte de seus recursos financeiros pouco antes do lançamento. Um documento apresentado no processo em agosto deste ano afirma que a Bit Reactor havia colocado "a maioria de seus funcionários" em licença e encerrado contratos com prestadores de serviço. Uma fonte também afirmou ao Game File que os afastamentos atingiram cerca de 80% da equipe.
Kelly acusa o cofundador Greg Foertsch de tê-la afastado da empresa e de negar a ela uma participação igualitária na propriedade do estúdio. Ela reivindica mais de US$ 20 milhões em danos. Foertsch, por sua vez, nega que Kelly tenha sido coproprietária da Bit Reactor e afirma que a redução de suas responsabilidades ocorreu devido ao seu desempenho profissional, alegação que Kelly contesta.
O julgamento, que estava originalmente previsto para junho de 2026, foi adiado para o início de 2027 enquanto as duas partes continuam apresentando documentos e depoimentos no processo.















