Ex-Sambô, Sandamí lança projeto para celebrar centenário do samba
CD terá 21 músicas e clipes trarão a tecnologia de realidade virtual para os fãs
Pop|Helder Maldonado, do R7

O samba já está com 101 anos, mas o centenário do gênero mais tradicional do País ainda rende homenagens.
Sandamí, ex-vocalista do Sambô, vai lançar em novembro um projeto que reúne 21 músicas populares em cada uma das décadas de existência do gênero.
— Sempre fica algo de fora. É inevitável. Mas me esforcei para fazer uma curadoria que fosse o mais fiel e justa possível com o samba.
Junto com o CD, que está previsto para chegar às plataformas digitais no início de novembro e às lojas no fim do mesmo mês, serão lançado seis clipes.
Os vídeos foram gravados nos Estúdios Trama sob a supervisão de João Marcelo Bôscoli. As imagens tiveram captação com câmeras de alta definição e que possibilitam a projeção em realidade virtual no YouTube.
— Tanto a plataforma de vídeos como o Facebook já abrem a possibilidade para assistir esse tipo de conteúdo. Com isso, quero unir o tradicionalismo do samba, com clipes que levam o que há de mais moderno em vídeo no Brasil. O Bôscoli tem investido pesado nessas tecnologias e acreditamos que oferecer esse diferencial ao fã é mais uma forma de ter o seu material em destaque na web.
Nos clipes, atores contracenam com o músico e a banda. Segundo Sandamí, a ideia era criar um teatro musical de tamanho reduzido.
— Foi tudo gravado ao vivo e de uma vez só. O resultado é bem espontâneo. Já temos feito alguns testes para levar essa ideia para estrada e planejamos começar a turnê ainda este ano.
Sambô e projeto solo
Sandamí foi vocalista do Sambô entre 2009 e 2015. O músico saiu da banda para gravar discos autorais e projetos históricos, como esse que celebra o centenário do samba. Em 2016, ele lançou o primeiro CD e DVD dessa fase solo: De Tudo Para Todos, que faz releituras de sucessos e mostra músicas próprias, como Nobre Cidadão, em parceria com MC Guimê.
— Não é fácil essa caminhada sozinho, mas tenho feito o que gosto. Tive problema para encontrar um escritório artístico que entendesse minha proposta como cantor. Não é fácil se desvencilhar do Sambô. Até hoje me chamam na rua pelo nome da banda. Mas a maioria dos fãs já assimilou essa mudança de rumo e continuam seguindo tanto eu, quanto a banda.

