Orquestra da Petrobras leva fãs de Los Hermanos à euforia em São Paulo
Versão orquestrada do álbum Ventura fez da noite uma mistura de alegria e nostalgia
Pop|Talyta Vespa, do R7

O calor típico de fevereiro não atrapalhou as centenas de pessoas que prestigiaram a Orquestra Petrobras Sinfônica na noite de sexta-feira (17). Até porque o Teatro Bradesco nunca esteve tão quente: incontáveis vozes regidas por um maestro fizeram com que todo o espaço se tornasse palco.
O público? Fãs de Los Hermanos. O show? A versão sinfônica do álbum Ventura. Os artistas? Pessoas que reconhecem a importância do disco para a música brasileira e se jogam na interpretação. O espetáculo, que estava previsto para as 21h, atrasou 30 minutos e o primeiro timbre da orquestra foi ouvido às 21h30: era um pot-pourri — ou medley — com todas as músicas do show.
Com uma apresentação alternada entre partes cantadas e outras melódicas, o silêncio do público não foi ouvido em momento algum. Mesmo quando os cantores não soltaram a voz, a orquestra era acompanhada pela plateia, em um coro nostálgico. Diferente da maior parte dos espetáculos de música clássica, o ambiente era despojado, assim como as pessoas. Se o intuito da Orquestra da Petrobras era atingir um público diferenciado, conseguiu.
Após 1h20 de espetáculo, os fãs suspiraram, satisfeitos. A Orquestra se despediu e o teatro começou a esvaziar. O ar condicionado voltou a arrepiar os pêlos dos braços dos poucos que ainda restavam no ambiente. Alguns quietos, outros eufóricos, mas sorrindo feito crianças lambusadas de chocolate.

