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"Os fãs brasileiros são muito leais", diz baterista do Dropkick Murphys

Banda norte-americana se apresenta este mês no Rio, São Paulo e Curitiba

Pop|Daniel Vaughan, do R7

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Dropkick Murphys: música celta e punk rock
Dropkick Murphys: música celta e punk rock

O Dropkick Murphys volta ao Brasil para três shows. Neste mês, a banda norte-americana se apresenta no dia 27, no Rio de Janeiro (Circo Voador), dia 28, em São Paulo (Tropical Butantã), e finaliza a mini turnê em Curitiba, no dia 29 (Hermes Bar).

Conhecido por misturar punk e música celta, o grupo faz rock com influências irlandesas, que são lembradas em instrumentos típicos como gaitas de fole e banjos. Dessa forma, a banda conquistou uma legião de fãs em mais de 20 anos de carreira.


O Dropkick Murphys vem ao País para mostrar as canções do novo CD, 11 Short Stories of Pain & Glory. No repertório, estão músicas como The Lonesome Boatman, Rebels with a Cause e You'll Never Walk Alone.

Para saber mais sobre os shows no Brasil e o recente trabalho do grupo, o R7 conversou com o baterista Matt Kelly.


R7 — Os fãs estão curtindo as novas músicas ao vivo?

Matt Kelly — Sim! Eu tenho que dizer que nas duas grandes turnês europeias e norte-americanas que fizemos neste ano, as pessoas realmente parecem curtir as novas músicas ao vivo. Agradecemos a recepção calorosa.


R7 — O grupo não gravava um CD inédito desde 2013?

Matt Kelly — Sim, mas estávamos compondo um pouco aqui e ali, então, quando chegou a hora de realmente gravar, tivemos um monte de ideias para colocar em prática.


O Dropkick Murphys volta ao Brasil para três shows
O Dropkick Murphys volta ao Brasil para três shows

R7 — E como foi voltar ao estúdio?

Matt Kelly — Pela primeira vez, gravamos longe da área de Boston (EUA). Viajamos para Tornillo, Texas, que é uma cidade muito pequena na fronteira do México. Vivemos lá por três semanas e conseguimos ser muito criativos, trabalhando tão duro quanto gostaríamos todos os dias, ininterruptos... foi uma experiência realmente interessante e valiosa.

R7 — Como surgiu a ideia de regravar o clássico You'll Never Walk Alone?

Matt Kelly — É uma música maravilhosa, além de famosa. Obviamente, os Gerry and the Pacemakers e The Adicts já fizeram covers, juntamente com mais um milhão de outras bandas e artistas. No entanto, vendo através de um determinado ângulo, ela parece uma canção de esperança. Em nossa área dos Estados Unidos, nova Inglaterra (localizada na ponta nordeste do País), existem milhares de pessoas viciadas em opioides (drogas que atuam no sistema nervoso para aliviar a dor), especialmente medicamentos prescritos como Oxycontin e Oxycodone. Eles são distribuídos por médicos com pouca consideração pelo histórico dos pacientes ou predisposição ao vício. Existem milhares de dependentes dessas pílulas. Elas são muito caras, então muitas pessoas caem no crime para comprá-las. Nós, na banda, conhecemos muitas pessoas que ultrapassaram essa "estrada sombria"... então, You'll Never Walk Alone, bem como Rebels With a Cause e Paying my Way são dedicadas aqueles que estão lutando contra esses horrores, bem como vícios em álcool, jogos etc.

"Os fãs brasileiros estão nos apoiando desde 1997"

(Matt Kelly)

R7 — Eu sei que a banda é fã de futebol. Você gostaria de assistir algum jogo aqui no Brasil?

Matt Kelly — Eu gosto muito de futebol, inclusive joguei quando eu era criança, mas eu sou mais fanático por hóquei no gelo. No entanto, eu amaria ver uma partida brasileira, se o tempo permitir.

R7 — A música I'm Shipping Up to Boston é muito importante na carreira de vocês? O som virou trilha de cinema, apareceu em Os Simpsons e também é usada durante vários eventos desportivos.

Matt Kelly — Nos deparamos com a melodia original nos bastidores de um clube em Madri (Espanha), em 2001. Isso era uma melodia instrumental que chamamos de Brave Sir Robin, baseado no personagem do filme Em Busca do Cálice Sagrado, do Monty Python. No início, era algo sem muita qualidade para divulgação. Porém, refizemos a gravação quando colocaram a versão na coletânea Give 'Em the Boot Vol. IV. Então, a música entrou na trilha sonora do filme Os Infiltrados e isso realmente deu um impulso para o sucesso. É uma música divertida para tocar ao vivo, mas é muito triste ver todos os fãs na beira do palco com cara de entendiado esperando o hit... Hey, vá para trás e deixe as pessoas entrarem na frente! (risos)

R7 — Mande uma mensagem para o Brasil.

Matt Kelly — Estamos muito felizes em tocar novamente no Brasil, ainda mais que havíamos demorado 17 anos para nos apresentar pela primeira vez no País... Os fãs brasileiros estão nos apoiando desde 1997, então agradecemos a lealdade de vocês. Da outra vez, os ingressos se esgotaram tão rapidamente, que tivemos que voltar para mais uma turnê. Temos muito respeito e amizade pelos nossos fãs!

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