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Produtores culturais apelam a projetos alternativos para compensar falta de leis de incentivo

Cineastas recorrem a projetos menos elaborados para conseguir retorno financeiro

Pop|Helder Maldonado, Do R7

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Mariza Leão: filmes mais elaborados estão em risco
Mariza Leão: filmes mais elaborados estão em risco

Embora as novas políticas de repasse para cultura por parte das estatais afete a produção nacional de uma forma geral, alguns profissionais do ramo buscam alternativas para compensar essa relevante diminuição de verba.

O produtor cultural Egio Sacco Jr, que trabalha com nome como Os Travessos, Chitãozinho e Xororó e Edson e Hudson, comenta que, com o fim das gravadoras, muitos artistas estabelecidos começaram a depender unicamente de leis de incentivo para financiar seus projetos.


— É complicado, pois demorou muito tempo para criar hábito segmento empresarial e industrial para apoiar a cultura através de programas de fomento como a Rouanet. E agora essa fonte diminuiu de forma relevante. Porém, ao mesmo tempo que existem empresas que passam por momentos delicados ou mudaram suas políticas internas, também surgiram novos financiadores de cultura que estão lucrando mesmo na crise e podem ser alternativas para a captação. É questão de se adaptar ao momento e procurar também projetos e editais em nível municipal e estadual.

Mas as empresas privadas, mesmo que tenha alcançado lucro, também estão menos envolvidas com o desenvolvimento cultural em 2015. O Bradesco, quinto maior incentivador da Lei Rouanet em 2015 com repasses de R$ 7milhões, apoiou a cultura nacional com R$ 29 milhões no ano passado. A Cielo, que investiu R$ 22 milhões em editais no ano de 2014, por enquanto só repassou cerca de R$ 5 milhões ao Ministério da Cultura este ano.


Soluções

A produtora Mariza Leão explica que essa diminuição nos recursos faz o cinema ficar restrito a filmes menos inovadores.


— Produções que incluem renovações estéticas e temáticas demoram bem mais para serem feitos. O filme sobre a vida do Eike Batista, por exemplo, deve demorar anos para ser finalizado. Ficamos restritos a títulos que são feitos rapidamente, em até cinco semanas. Os maiores, como Em Nome da Lei, são filmados em oito semanas e estreiam em até cinco anos, quando um cenário favorável deveria colocar essas produções nas salas de cinema em até dois anos e meio.

Egio Sacco explica que o momento pode ser favorável para incentivar pessoas físicas a investir em editais para a cultura. A prática, pouco difundida, funciona igual à Rouanet. A diferença é que empresas podem investir até 4%¨do imposto pago ao Governo, enquanto pessoas físicas trabalham com o limite de 6%.


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