Tarantino defende Polanski e diz que ele não estuprou menina de 13
Em entrevista com Howard Stern, o diretor comentou que caso foi consensual e não deveria ser considerado crime
Pop|Helder Maldonado, do R7

Após ser acusado de obrigar Uma Thurman a dirgir um carro em alta velocidade e simular um acidente durante as gravações de Kill Bill 2, Quentin Tarantino está no meio de uma nova polêmica.
Em uma entrevista antiga a Howard Stern, o cineasta defendeu o amigo Roman Polanski ao ser questionado o que ele pensava sobre o fato de ele ter sido acusado de estuprar a menina Samantha Gailey, em 1977.
— Ele não estuprou uma menina de 13 anos. Era uma violação legal. Isso não é exatamente o mesmo, está tudo bem? Ele fez sexo com um menor. Isso não é violação. Para mim, quando você usa estupro, você está falando de violência, e é um dos crimes mais violentos do mundo. Lançar a palavra estupro é como lançar a palavra racista ao redor. Não se aplica a tudo.
O co-apresentador Robin Quivers interrompeu Quentin para dizer que Gailey não queria fazer sexo com ele. Tarantino ergue a voz e continua a defender o mesmo ponto de vista.
— Esse não foi o caso! Ela queria tê-lo. Estamos falando da moral da América, não estamos falando sobre a moral na Europa e tudo mais.
Além dessa polêmica, Tarantino já havia sido criticado por ter defendido Harvey Weinstein, chefão da Miramax acusado de assediar inúmeras mulheres em Hollywood.

