Turma do Pagode comemora 15 anos com lançamento de DVD: "Sempre fizemos tudo com o pé no chão"
Banda celebra também ótimo momento da carreira
Pop|Helder Maldonado, Do R7

O Turma do Pagode chegou aos 15 anos de atuação vivendo o melhor momento da carreira. Para celebrar a marca, o grupo acaba de lançar o CD e DVD XV Anos, gravado em São Paulo e com as participações de Thiaguinho, Arlindo Cruz e Aviões do Forró.
— Resolvemos celebrar com um artista contemporâneo, um mestre do samba e uma participação que mostre nosso ecletismo, como é o caso do Aviões.
Formado por Leíz, Marcelinho, Caramelo, Filé, Thiagão, Rubinho, Neni e Fabiano Art, o Turma do Pagode hoje é encarado como um dos principais representantes do samba. Mas os integrantes sabem que atingir essa marca foi mais difícil do que costuma ser para outros artistas que começaram no início dos anos 2000.
— Levamos mais de uma década para ter esse reconhecimento. No início da banda, tivemos que manter nossos empregos em paralelo. Mas sempre fizemos tudo isso com o pé no chão, autogerenciando a carreira e sabendo para onde ia cada centavo que entrava na nossa conta.
Marcelinho também conta que a falência de músicos que atingiram o sucesso no pagode dos anos 90 serviram como exemplo para que eles não repetissem os mesmos erros e administrassem a carreira com seriedade.
— Lamentamos muito o que aconteceu com alguns músicos dessas bandas. Mas nós usamos esses casos para não repetir o mesmo erro na nossa carreira. Hoje, o músico não pode desprezar como são geridas suas finanças.
Para Marcelinho, o pagode não conta com a mesma reputação e espaço de duas décadas atrás e por isso qualquer vacilo pode ser fatal. O músico acredita que os jovens não se interessam em tocar o gênero exatamente pela diminuição do sucesso ocorrido nos últimos anos.
— A molecada não quer mais saber de aprender um instrumento para tocar samba. Ser artista de funk e sertanejo é mais garantido e o retorno financeiro é maior. Respeito muito todos os estilos, mas essa exposição maior na mídia de certos gêneros faz a juventude se iludir e esquecer que existem outras alternativas na carreira artística.
Ele ainda complementa esse raciocínio explicando que a fragilidade da cena de samba é ruim para todos os envolvidos nesse mercado.
— Tem gente que pensa que isso diminui concorrência, o que é uma besteira. Quanto mais artistas e bandas em evidência, mais fortalecido fica o samba. O importante seria o estilo continuar se renovando constantemente, o que não tem acontecido. Isso é um perigo.
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