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Turma do Pagode lança discos com parcerias de Belo e Péricles

Grupo fez análise da carreira e traça panorama do estilo na atualidade

Pop|Helder Maldonado, Do R7

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Turma do Pagode: banda resiste, apesar da crise
Turma do Pagode: banda resiste, apesar da crise

Se o sertanejo hoje recebe atenção quase exclusiva da mídia e grandes investimentos por parte das gravadoras e escritórios artísticos, esse mesmo tratamento já foi dado ao pagode entre o fim dos anos 1990 e início dos 2000.

Mas essa fase foi superada e hoje o estilo divide espaço, preferência e o segundo lugar entre os gêneros mais ouvidos do País com o funk (e cada vez mais fica para trás nessa disputa). Para Marcelinho, cavaquinista do Turma do Pagode, esse é um retrato claro da crise que o estilo tem enfrentado na última década. Ele lamenta.


— Poucas pessoas têm coragem de investir num artista novo de samba e pagode porque sabe que há pouco espaço nas rádios e o circuito de shows já não é tão grande. Embora novos e bons nomes surjam com frequência, a maioria nem será reconhecido.

E o instrumentista fala com o conhecimento de quem viveu momentos distintos da cena. O Turma do Pagode surgiu em 2001, momento onde ainda havia muito espaço para esse estilo de música no Brasil. Dezesseis anos depois, as coisas estão bem diferentes. Mas o grupo não desanima. Para Marcelinho, o importante é ter uma estrutura por trás que garanta o bom funcionamento da carreira. E saber que, para se manter interessante, investimentos terão que ser feitos com frequência em gravação de discos e outras estratégias de divulgação.


É o que foi feito no recente trabalho da banda, o CD Misturadin, gravado ao vivo num dos estúdios mais modernos de São Paulo, o Na Cena, no Campo Belo. Com um repertório que mistura classicos do samba e músicas inéditas, o trabalho vem repleto de parcerias de ídolos de todas as gerações, como Reinaldo, Péricles, Chrigor, Dodô, Netinho de Paula, Leandro Lehart, Marcio Art e Belo.

— A ideia foi resgatar esses hits para fazer um show com aquele ar de roda de samba. Reunir esse timaço não foi difícil, porque são todos nossos amigos. O grande desafio a cada novo projeto é apresentar algo de qualidade e que não passe batido com um mercado tão disputado. E como nunca dependemos de investidor, é nosso dinheiro mesmo que entra na gravação de um projeto. E nem podemos considerar como um gasto, já que é um trabalho bem feito que garante nossas turnês nacionais.


Turma do Pagode lançou CD com participação de ícones do samba
Turma do Pagode lançou CD com participação de ícones do samba

E é nos shows que está o principal alvo da banda e dos artistas do gênero na atualidade. Isso porque, segundo Marcelinho, a divulgação em rádios anda bastante inacessível para artistas menores.

— Tenho um grupo de Whatsapp com outros músicos de pagode onde sempre conversamos sobre esses assuntos de mercado e chegamos à conclusão que não faz sentido gastar tanto para tocar em rádio, sendo que um artista novo ou médio nem terá o mesmo destaque de um consagrado que vai colocar a mesma verba na emissora.


Isso, para ele, desencoraja tentar promover novos nomes.

— Tem gente que cobra o Turma do Pagode e outras bandas para lançar novos nomes. Como? A gente não quer brincar com o sonho de ninguém. Não adianta nada começar um projeto e não ter como prosseguir. Porque é grana demais pra fazer isso. Tem que lembrar que qualquer grupo como o nosso gera emprego para umas 50 pessoas. De fora não parece, mas é muita gente envolvida e muito gasto, consequentemente.

Mas apesar do momento nem tão positivo para o gênero, o Turma do Pagode não se incomoda com essa crise generalizada. Para Marcelinho, é cíclico e parte da história de qualquer artista.

— Com 16 anos de existência, já passamos por várias fases na música e no País. Altos e baixos são normais. A gente só torce para role uma renovação no estilo sem que isso seja algo dependente apenas de grana. Certos talentos não podem ser desprezados como hoje. A história vai cobrar.

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