Vencedor do Ídolos português, Diogo Piçarra tenta sucesso no Brasil
Cantor acaba de lançar segundo disco e gravar dueto com o duo Anavitória
Pop|Helder Maldonado, Do R7

Apesar de falar o mesmo idioma, Brasil e Portugal guardam mais diferenças do que semelhanças. Quando o assunto é música, essa distância fica ainda maior.
Principalmente por parte do Brasil, que não é nada receptivo à produção do País. Diogo Piçarra, principal astro pop lusitano tem consciência disso. Mas mesmo assim, mantem um projeto, ao lado da gravadora Universal, em tentar furar esse bloqueio.
Por isso, o segundo disco dele Do=s foi lançado e tem sido divulgado por aqui, inclusive com a participação do músico em programas de TV e em duetos com artistas locais, como o duo Anavitória (com quem regravou o hit Trevo). O projeto ainda não rendeu, mas Diogo acredita que pode dar resultado no médio prazo.
— É uma tentativa e eu sei a dificuldade. Cantar em português é sempre arriscado, mesmo se a ideia for tocar no Brasil. Quem sabe uma parceria com a Anitta ajuda —, brinca Diogo.
— Mas na Europa, por exemplo, os países vizinhos tem consumdo minha música, como a França e Espanha. Enxergo isso como uma vitória pessoal.
A prova do bom desempenho de Diogo são os números no YouTube e nas plataformas de streaming. O último clipe, História, já soma 7 milhões de visualizações. Pode parecer pouco se comparado ao Brasil, onde qualquer funkeiro atinge isso em uma semana. Mas se for levar em conta que o mercado português é minúsculo compardo ao nosso e que o país tem apenas 10 milhões de habitantes, aí a coisa muda de figura.
— Portugal é pequeno, por isso é complicado depender só do País para manter uma carreirra. Não é à toa que muita gente lá grava em outras línguas para ter um maior alcance, fazer shows o ano todo e vender mais discos.
Diogo, no entanto, não cogita gravar em inglês, língua que ele também domina. O motivo? Seu nome seria impronunciável no idioma.
— Já morei na Inglaterra e ninguém sabia falar meu nome corretamente. Se eu fosse fazer isso, teria que muda de nome, e não penso nisso.
Mas esse talvez seja o único impedimento de um eventual sucesso de Diogo por lá. As músicas do novo projeto têm toda a estrutura do pop consumido nesses mercados. r'n'b, pop e música eletrônica compõem esse trabalho, que está bem mais pop que o disco de estreia do cantor, compositor e produtor de 26 anos.
— Quando surgi, não queria que minhas músicas fossem usadas em trilhas de novelas. Por isso elas eram mais herméticas, arrastadas, com influência de Chet Faker. Agora, mudei totalmente de ideia. Me inspirei em Drake, Justin Bieber e outros. É meu momento mais popular.
Mas ele garante que jamais pensa em se render ao que era esperado dele após vencer a quinta edição portuguesa do Ídolos.
— Sempre que alguém ganha esses programas, aguardam um disco de covers ou algo do tipo. Eu fui para um caminho contrário. E deu certo. Porque o normal é que os vencedores desses realities sumam depois de um tempo se insistirem nisso. Mas já vimos que não dá certo nem lá, e nem cá.
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