Filme de diretora brasileira já desponta como favorito a entrar no Oscar de 2027
‘Josephine’ é dirigido por Beth de Araújo, que nasceu nos EUA, mas tem nacionalidade brasileira

A gente ainda está na torcida por O Agente Secreto no Oscar de 2026, mas um filme com um pezinho no Brasil já pensa lá pra frente. Josephine, dirigido pela brasileira Beth de Araújo, ganhou dois prêmios no Festival de Sundance e já se credencia a uma vaga na cerimônia do Oscar de 2027.
Na sexta-feira (30), Josephine faturou em Sundance o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público na categoria de Competição Dramática dos EUA. A última vez que um filme ganhou esses mesmos dois prêmios em Sundance foi em 2021, com Coda, que no ano seguinte levou para casa o Oscar de Melhor Filme.
Em 2020 aconteceu algo parecido com Minari, que também ganhou esses dois prêmios em Sundance e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, entre outras categorias.
Josephine conta a história de uma garotinha de 8 anos que testemunha um estupro em um parque. Após o crime, ela começa a experimentar sensações de medo e paranoia. O filme conta no elenco com Channing Tatum, que teve sua atuação elogiada pela crítica americana.
Ainda sem data de estreia nos cinemas, Josephine vai testar a sua força no Festival de Berlim, agora em fevereiro. Ele é um dos concorrentes ao prestigiado Urso de Ouro.
Quem é Beth de Araujo
Filha de pai brasileiro e mãe sino-americana, Beth de Araújo nasceu na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, em 1985. Ela possui dupla nacionalidade: norte-americana e brasileira.
Beth se formou em sociologia pela Universidade da Califórnia e tem um mestrado em Artes pelo American Film Institute. Na faculdade, fez parte do time de futebol, atuando como meio-campista.
Ela começou a carreira em 2014, com o curta Brown Bag. Em 2015 dirigiu dois episódios da série My Crazy Sex, e, em 2022, lançou o seu primeiro longa-metragem, Suaves e Discretas, que recebeu uma indicação ao Gotham Awards.
Beth participou do laboratório de roteiro do festival de Sundance. Em entrevista à Filmmaker Magazine, em 2017, ela afirmou que via Josephine como “o encontro de Taxi Driver com O Garoto da Bicicleta”.
O filme, inclusive, é inspirado em um caso real na vida da diretora, já que seu pai testemunhou um crime parecido em um parque dos EUA. O caso fez com que ela passasse um período de supervigilância e paranoia em casa.
“Esse evento me assombra até hoje, e este filme, em parte, é uma catarse — uma forma de processá-lo como adulto que agora está se aproximando da idade daquela mulher no parque”, disse Beth de Araújo à Filmmaker Magazine.
No começo do ano, Beth foi apontada pela Variety como um dos 10 diretores que o público deve prestar atenção em 2026. A brasileira cita como influência os diretores Jacques Audiard (Emilia Perez), Ryan Coogler (Pecadores), Dennis Villeneuve (Duna) e Debra Granik (Inverno da Alma).
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