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‘O Primata’ é tenso e brutal mesmo com ideias recicladas

Filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira

Cinema de Segunda|Lello LopesOpens in new window

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O chimpanzé Ben é o grande acerto de 'O Primata' Divulgação

O Primata, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não traz uma história nova. Mas se inspira no passado e consegue pregar o público na cadeira com uma tensão muito bem construída e uma dose brutal de violência.

A história se passa em uma mansão isolada no Havaí, onde a jovem Lucy (Johnny Sequoyah) reencontra a família e os amigos. Entre eles está Ben, um chimpanzé super inteligente. Os problemas começam quando Ben contrai o vírus da raiva e se torna ultraviolento, colocando a vida de todos em risco.


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A ideia de um grupo de pessoas preso em algum lugar com um animal raivoso já tinha sido explorada, por exemplo, em Cujo, filme de 1983 baseado na obra de Stephen King. O próprio diretor Johannes Roberts já tinha trabalhado o tema em Medo Profundo, com duas irmãs presas em uma gaiola no fundo do mar cercadas por tubarões.

O mérito de O Primata é fazer com que o risco para os personagens seja sentido pelo público desde o começo. A primeira cena já mostra Ben em ação, com um gore que vai dar o tom do filme.


O elenco jovem segura a bronca. E a presença de Troy Kotsur, ganhador do Oscar por Coda, dá um peso maior para a história, principalmente no seu final.

Mas o que sustenta a engrenagem é o chimpanzé Ben. A melhor decisão de Roberts foi deixar de lado a computação gráfica e apostar no bom e velho efeito prático. O macaco é interpretado pelo ator Miguel Torres Umba em uma boa fantasia, além de alguns bonecos eletrônicos.


“Nós construímos todos esses animatrônicos, esculturas e outras coisas... havia um milhão de itens diferentes que usamos. Se algum de vocês já viu os bastidores de Cujo, viu todas as diferentes coisas que aconteceram durante a produção, é esse tipo de coisa. Eu poderia falar por horas sobre as várias coisas malucas que compramos, mas para mim, o mais importante era que ele tivesse uma personalidade. Eu queria, de certa forma, algo quase como o Freddy Krueger”, disse Roberts ao Polygon.

É claro que Ben não é um Freddy Krueger, mas tem mesmo a sua personalidade. E entrega um filme que vai agradar os fãs do gênero.


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