Irmã de Samuel e Sérgio relembra simplicidade da dupla dos Mamonas Assassinas
Sueli Reoli fala sobre a personalidade dos irmãos, comenta o impacto do sucesso repentino e reflete sobre o legado deixado pelos integrantes do Mamonas Assassinas
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Há 30 anos, o Brasil amanhecia com uma triste notícia: a morte dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo.
Entre os integrantes da banda, dois eram irmãos: Samuel Reoli, baixista de 22 anos, e Sérgio Reoli, baterista de 26.
Essa tragédia de 2 de março de 1996 teve um impacto dobrado para os pais e para Sueli Reoli, hoje com 59 anos, irmã primogênita da dupla.
Em entrevista ao Blog Do Meu Tempo, Sueli relembra momentos marcantes ao lado dos irmãos, fala sobre a personalidade de cada um, comenta o impacto do sucesso repentino e reflete sobre o legado deixado por Samuel e Sérgio Reoli. Confira!
Como era a relação entre Samuel e Sérgio fora dos palcos? A convivência entre irmãos influenciava na dinâmica da banda?
Sueli Reoli: “Tinham uma relação muito boa de amizade e companheirismo. Não lembro de terem brigado feio nunca. E, na banda, eles sempre se respeitavam.”
O que mais diferenciava a personalidade do Samuel da do Sérgio no dia a dia e também durante os shows?
Sueli Reoli: “A maioria das pessoas achava que o Samuel era o mais desinibido por conta da performance dele nos palcos, mas ele sempre foi mais tímido e reservado no dia a dia. Já o Sérgio era mais expansivo. Depois da fama, fãs vinham até a porta da casa da minha mãe, e ele cumprimentava a todos e ainda os mandava entrar.”
“Cumprimentava a todos e ainda os mandava entrar.”
Existe alguma lembrança marcante dos bastidores que revele o lado mais humano e menos conhecido dos dois?
Sueli Reoli: “Os dois eram muito altruístas e gostavam de ajudar as pessoas. O Samuel contratou o primo para trabalhar com ele. Já o Sérgio adorava animais e vivia adotando cães e gatos. Teve uma época em que tivemos 11 gatos em casa.”
“Os dois eram muito altruístas e gostavam de ajudar as pessoas”
Musicalmente, qual era a principal contribuição de cada um para a identidade sonora dos Mamonas Assassinas?
Sueli Reoli: “O Sérgio era autodidata e tocava desde os 9 anos. Meu pai sempre teve muitos instrumentos em casa. Na adolescência, ele queria uma bateria, então fez uma com tambores.
Já o Samuel só começou a se interessar por tocar baixo no fim da adolescência e precisou se esforçar mais para isso. Musicalmente, os dois eram impecáveis."
Em meio ao sucesso meteórico da banda, como Samuel e Sérgio lidavam com a fama repentina?
Sueli Reoli: “Foram apenas sete meses, então não deu para sentir muita coisa, mas a ficha não caía. Eles estavam muito felizes e jamais esqueceram suas origens, nada de estrelismo. Até eu ajudava a responder às cartas dos fãs. Na primeira carta, eles me fizeram ir até a casa de uma menina. Foi muita emoção.”
Passados 30 anos do acidente, que legado de Samuel e Sérgio você acredita que permanece vivo não só na música, mas na memória afetiva dos fãs?
Sueli Reoli: “Legado de irmãos. Recebo mensagens até hoje de fãs que dizem que eles eram muito unidos, e isso transparecia ao público.”
Em algum momento Samuel e Sérgio imaginaram a dimensão que os Mamonas Assassinas alcançariam em tão pouco tempo?
Sueli Reoli: “Apesar de quererem o sucesso, acho que eles não imaginavam que seria algo tão meteórico e intenso, muito menos que fariam tanto sucesso entre as crianças.”
Se você pudesse resumir Samuel e Sérgio em uma lembrança ou cena que represente bem quem eles eram, qual seria?
Sueli Reoli: “Só consigo lembrar da nossa união. Todo domingo, a gente se reunia para almoçar juntos. Nosso pai levava a gente para passear. Sinto falta!”
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