Irmã de Júlio Rasec revela detalhes da vida pessoal do tecladista dos Mamonas Assassinas
Paula Rasec fala da paixão do irmão por carros antigos e do talento para imitações; confira!

O acidente aéreo que comoveu o Brasil e interrompeu de maneira abrupta a trajetória meteórica dos Mamonas Assassinas completa 30 anos em 2026.
Entre as vítimas estava Júlio César Barbosa, o Júlio Rasec, tecladista de cabelos vermelhos da banda, na época com 28 anos.
Três décadas após a tragédia, o blog Do Meu Tempo entrevistou Paula Rasec, 50 anos, irmã do músico.
Na conversa, ela revisitou memórias da família, revelou detalhes da intimidade do irmão fora dos palcos e falou sobre a saudade e o legado deixado pelo artista. Confira!
Como o Júlio era dentro de casa, longe dos palcos e do personagem irreverente dos Mamonas?
Paula: “Sempre muito tranquilo, engraçado, inteligente e estudioso.”
Você lembra de algum momento da infância ou adolescência que já mostrava que ele tinha esse talento musical e humor tão marcantes?
Paula: “A mamãe sempre contou que, desde muito pequeno, ele gostava de cantar e imitava Frank Sinatra, Nat King Cole, Roberto Carlos e Elvis Presley. Ele fazia parte do grupo de jovens da igreja e comandava os teatros e eventos musicais, tocando teclado, inclusive.”
Qual foi a reação da família quando os Mamonas explodiram de sucesso praticamente da noite para o dia?
Paula: “Confesso que não deu tempo para entender o que estava acontecendo, apenas nos preocupávamos com ele nas estradas.”
Existe alguma lembrança ou hábito do Júlio que a família guarda com muito carinho até hoje?
Paula: “Fotografar a flor que sempre abre no aniversário dele, considerada a sua flor, já que, quando a mamãe chegou do hospital com ele, ela estava aberta. Também o quindim, o bolo mil-folhas e o espumante Asti para celebrar a data.”
O que as pessoas ainda não sabem sobre o Júlio e que você acha importante que conheçam?
Paula: “Ele desenhava muito bem, tinha uma caligrafia linda, gostava de treinar lettering e fotografava muito bem. Foi ele quem desenhou a mamona e a logo com o símbolo da Volkswagen ao contrário. Gostava também de carros antigos e vivia fazendo carros de argila com o tio, que tinha a mesma idade, para criar algo, mas não tiveram tempo.”
Qual sonho o Júlio não teve tempo de realizar?
Paula: “Acredito que curtir o sucesso.”
Como você sente que o legado dele permanece vivo depois de tantos anos, especialmente para as novas gerações?
Paula: “É algo que emociona muito a nossa família, porque, como sempre digo, ele se foi sem ter a dimensão do sucesso. Ser abordada por crianças que sabem muito sobre eles é maravilhoso; é a certeza de que não foi em vão.”
Se você pudesse descrever o Júlio em poucas palavras para quem não teve a chance de conhecê-lo, o que diria?
Paula: “Carinhoso, atencioso, um pouco ciumento, família, adorava gatos e me ensinou a trocar pneu antes de me ensinar a dirigir, porque dizia que essa deveria ser a primeira aula. Era engraçado, sempre com sacadas muito boas e, por mais que fosse tímido, sabia ser a pessoa mais engraçada do rolê.”
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