‘Mamonas Assassinas remetem aos melhores anos de nossas vidas’, diz irmão de guitarrista
Maurício Hinoto relembra a dedicação do irmão Bento para vencer na música e a realização do sonho de comprar uma casa para a mãe
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A morte trágica dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas, em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo, completa 30 anos em 2026.
Ainda assim, a banda dos garotos de Guarulhos permanece viva no coração dos fãs e segue conquistando novos admiradores, como se o tempo não tivesse passado para o fenômeno que marcou a música brasileira.
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Maurício Hinoto, irmão do guitarrista de cabelo rastafari Bento Hinoto, conta o segredo para esse sucesso atravessar gerações. “Remete aos melhores anos de nossas vidas. À infância, à adolescência, à juventude. Quando ouvimos novamente hoje, lembramos de como estávamos bem, nos divertindo e felizes naquela época”, afirma.
“Remete aos melhores anos de nossas vidas”
Maurício tem hoje 59 anos e é empresário do ramo de transporte executivo em Guarulhos. Em conversa com o blog Do Meu Tempo, ele relatou como era o caçula dos sete irmãos antes da fama.
“Alberto (nome verdadeiro do Bento) sempre foi muito inteligente e ativo. Na infância e na adolescência, além de ser um bom aluno e tirar boas notas, gostava de esportes radicais e se destacava no bicicross, no skate e no tênis de mesa. Também foi campeão de ioiô. Sempre muito respeitoso com os pais, especialmente com a mãe, já que, quando nosso pai faleceu, ele tinha apenas 7 anos”, detalha.
De acordo com o irmão, Bento sempre acreditou que sua trajetória na música daria certo. “Ele sempre sonhou com o sucesso, mas sabia que os sonhos não se realizariam se ele ficasse parado esperando. Era preciso correr atrás. Individualmente, estudava música por várias horas por dia. Era a primeira coisa que fazia ao acordar e a última antes de dormir”, diz.
“Ele sempre sonhou com o sucesso”
O reconhecimento veio depois de a banda Utopia deixar de existir e passar a se chamar Mamonas Assassinas. Lançado em junho de 1995, o álbum de estreia do grupo, que levou o nome da própria banda, vendeu mais de três milhões de cópias, um número impressionante para a época.
“É muito difícil entender o que foi esse sucesso na época. Só sabemos que foi um trabalho feito com muito amor, sem se apegar a questões comerciais. Falavam sobre o dia a dia de pessoas comuns, e muito do que era cantado nas músicas as pessoas se identificavam”, afirma Maurício.
Uma das primeiras coisas que Bento fez com o dinheiro dos shows foi comprar uma casa para a mãe, Dona Toshiko Hinoto. A matriarca veio do Japão para o Brasil com o marido e, aos 51 anos, ficou viúva, precisando criar sozinha os sete filhos.
Aos 70, enfrentou ainda a dor de perder o caçula. “Mesmo diante de todas as adversidades da vida, ela sempre se dizia grata a Deus por poder viver cada dia. Também agradecia por Bento ter tido uma vida feliz e por se sentir realizado profissionalmente”, afirma. Dona Toshiko morreu aos 100 anos em 2025.
Se o guitarrista conseguiu realizar o sonho da casa própria para a mãe, outros projetos não tiveram tempo de sair do papel. “Assim que retornasse da turnê em Portugal, ele começaria a trabalhar no segundo disco. Tinha o sonho de ter o próprio estúdio para produzir seus trabalhos e, quem sabe, mais adiante ajudar outros artistas”, garante Maurício.
“Tinha o sonho de ter o próprio estúdio”
Passadas três décadas, este é o recado que o irmão deixaria para Bento: “Estamos trabalhando com dedicação e muito amor para manter o legado que você nos deixou. Em cada etapa deste projeto, procuro colocar em prática o que guardo na memória, para que o resultado seja o melhor possível”, finaliza.
Brasília amarela
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