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Irmã de Dinho imagina futuro do vocalista dos Mamonas Assassinas além da música

Grace Kellen Alves, irmã de Dinho, relembra o sonho do músico de ser pai e fala sobre os planos que ele traçava

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acidente que matou Dinho e os Mamonas Assassinas completa 30 anos.
  • Grace, irmã de Dinho, relembra seus sonhos, incluindo o de ser pai.
  • Dinho era conhecido por sua presença marcante e talento musical desde a infância.
  • Grace acredita que Dinho estaria explorando novos caminhos artísticos se estivesse vivo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Grace Kellen Alves relembra momentos marcantes do vocalista Dinho, da banda Mamonas Assassinas Montagem/R7 - Reprodução/Redes sociais

O acidente aéreo que matou os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas e mais quatro pessoas completa 30 anos neste mês.

Na época, o vocalista Alecsander Alves, conhecido como Dinho, tinha apenas 24 anos. Cinco meses antes da tragédia, ele descobriu que seria tio.


A irmã, Grace Kellen Alves, estava grávida de Alecsandra, nome escolhido em homenagem ao mamona.

Hoje, aos 47 anos, Grace relembra com carinho o irmão, fala sobre os sonhos que ele tinha e o legado que deixou para a música nacional. Confira a entrevista feita pelo blog Do Meu Tempo.


Em muitas reportagens, o Dinho é lembrado como um líder carismático e irreverente. Como você vivenciava essa presença dele no dia a dia da família?

Grace: “O Dinho tinha uma presença marcante, isso era natural, ele não forçava nada, em casa ele não era diferente, sempre fazia piadas, coisas simples, sabe, mas que traziam uma alegria e uma leveza para o nosso dia a dia”.


Você lembra de algum momento da infância ou adolescência que já mostrava que ele tinha esse talento musical e humor tão marcantes?

Grace: “Ele sempre foi um artista. Os Mamonas fizeram com que todos tivessem a chance de ver o que a gente já via desde sempre nele.


Ele cantava e tocava nas reuniões de família, fazia todo mundo participar, era o centro das atenções de uma forma natural, e era assim por onde passava.

Mesmo antes de ser vocalista da banda Utopia, ele já era super conhecido no Cecap (Parque Cecap, bairro de Guarulhos), e eu já levava fama de ser metida por ser irmã do Dinho”.

Qual foi a reação da família quando os Mamonas chegaram ao sucesso praticamente da noite para o dia?

Grace: “Foi tão rápido que não tivemos tempo de entender o que estava acontecendo. Naquela época, era mais difícil mensurar o tamanho do sucesso, porque não tinha internet nem redes sociais.

A gente sabia que eles estavam agradando, porque eram muitos convites para programas de TV e shows, e era muito gratificante acompanhar tudo.

Cada aparição deles na TV era comemorada por nós. Cada história das pessoas famosas que ele conhecia e nos contava era incrível. Vivemos tudo com intensidade, mas sem a percepção do tamanho do sucesso que eles conquistaram”.

Existe alguma lembrança ou hábito do Dinho que a família guarda com muito carinho até hoje?

Grace: “Sempre que a minha mãe ia fazer pudim, ele falava que era “puDinho” (risos). Não consigo ver um pudim sem lembrar dele falando. Os hábitos dele eram como os nossos, então tudo no nosso dia a dia lembra ele: nas reuniões de família, quando alguém pega o violão e começa a cantar, não tem como não lembrar dele”.

O que as pessoas ainda não sabem sobre o Dinho e que você acha importante que conheçam?

Grace: “Que, apesar de ser extremamente brincalhão, ele sabia falar sério, tinha suas convicções e sabia debater sem ofender. Que era um cara amoroso e protetor, apegado à família e aos amigos”.

Qual sonho o Dinho não teve tempo de realizar?

Grace: “Ele sempre gostou muito de crianças e falava sobre ser pai. Acredito que esse seria um sonho que ele gostaria de ter realizado. Apesar do susto com a minha gravidez, creio que ele teria sido um tio babão (risos) e um pai maravilhoso, assim como o nosso pai”.

Como você acha que ele viveria hoje, se a tragédia não tivesse acontecido? Você imagina que ele teria explorado outros caminhos artísticos além da música?

Creio que ele não teria desistido da música, mas estaria, sim, explorando outros caminhos: apresentar programas, fazer stand-up. Ele sempre foi muito criativo, com certeza faria coisas novas, mas sempre com trabalhos ligados ao humor.

(Grace Kellen Alves)

Como você sente que o legado dele permanece vivo 30 anos depois, especialmente para as novas gerações?

Grace: “Me sinto privilegiada e grata a Deus pelo tempo que tive com ele e por hoje ter a oportunidade de trabalhar com o meu primo (Jorge, CEO da marca Mamonas Assassinas) para que o legado permaneça. Sempre falo que um pedacinho dele está em nós, família, e outro em cada fã, e esse encontro faz com que eles permaneçam vivos. É maravilhoso!”

Se você pudesse descrever o Dinho em poucas palavras para quem não teve a chance de conhecê-lo, o que diria?

Uma pessoa feliz na sua essência, que sabia tirar o melhor da vida e de quem o cercava. Intenso, mas ao mesmo tempo leve, que usava sua criatividade e talento para fazer o bem. Lindo por dentro e por fora, meu exemplo, meu protetor e a minha maior saudade

(Grace Kellen Alves)

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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