Lançamento! “Manual da Lábia” versão relacionamento amoroso
A obra mais lida dos últimos tempos chega à Brazucolândia para incrementar a vida dos namoridos, ficantes e peguetes
Melhor Não Ler|Do R7

Os relacionamentos amorosos andam muito complexos ultimamente, não é mesmo? No passado tudo se reduzia a namoro, noivado e casamento, mas agora as opções têm se multiplicado a cada dia. Para incrementar a vida de namoridos (aqueles que não são namorados, mas também não são maridos), ficantes (que ficam juntos, porém separados), peguetes (que pegam, mas não se apegam) e afins, chega à Brazucolândia o “Manual da Lábia”, voltado para o relacionamento amoroso (ou coisa que o valha).
No primeiro capítulo, entra em cena o peguete profissional: ele tem a autoestima nas alturas, não trabalha, não estuda nem pretende. O peguete é um partidão para mulheres que, ao contrário dele, têm a autoestima nas profundezas do abismo, trabalham, estudam, se viram para pagar o financiamento do carro e do apê, e ainda bancam a empoderada (aquela que não deixa o boy pagar a conta do restaurante).
O peguete raiz jamais “pede” dinheiro para sua parceira da vez, pois ele aplica as lições do Manual da Lábia: “Passo a você a gestão do meu financeiro como prova de confiança total. Deixo sob os seus cuidados todas as minhas despesas. Isso trará harmonia afetiva e estabilidade emocional ao nosso relacionamento. Devemos estar juntos em tudo!”
Quando a empoderada cumpre rigorosamente essa obrigação, o peguete dá um passo além na relação tornando-se namorido e ajudando na administração dos bens (dela, é claro). Ela precisa parar de desperdiçar recursos: o apê é pequeno, mas dá para um casal, e como ela já paga água, luz, internet etc., ele vai morar com ela para “otimizar recursos”.
E como não faz sentido deixar um veículo parado durante as dez horas por dia que ela trabalha, ele passa a levá-la e a ficar com o carro. Os feedbacks do peguete são tão positivos que ele também sugere que ela tenha novas experiências de empoderamento:
“Usar o seu carro fortalece meu amor por você! Eu passo o dia sentindo o seu cheirinho, ouvindo as suas músicas... Agora você deve fazer o mesmo indo trabalhar de ônibus. Você vai pensando em mim, sabendo que as horinhas a mais de sono, por não ter que te levar, vão me dar mais disposição para quando você chegar. Quanto mais cansada você estiver, mais eu vou me empenhar para você relaxar!”
O Manual demonstra que a lábia “reorganiza a realidade”, com frases sofisticadas que transformam exploração em “parceria assimétrica” e vagabundagem em “abordagem alternativa da vida adulta”. No capítulo final, o autor é categórico: quem domina a lábia não precisa de razão, mérito ou esforço. Palavras com ar de profundidade acadêmica num tom de voz hollywoodiano fazem todo o trabalho. Viva o empoderamento feminino!
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