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Seguro obrigatório de veículos: você paga, mas o governo não garante proteção

Funciona como imposto, é cobrado como taxa, mas se torna um favor inalcançável quando alguém precisa

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O seguro obrigatório, conhecido como SPVAT, é considerado ineficaz e gera uma falsa sensação de proteção.
  • Ele não cobre danos ao veículo ou prejuízos financeiros, apenas casos de morte, invalidez permanente e despesas médicas.
  • Embora qualquer vítima possa solicitar indenização, o processo é burocrático e muitas vezes resulta em negativas por pequenos erros.
  • O sistema é visto como um tributo que se paga sem possibilidade real de utilizá-lo quando necessário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

SPVAT: você paga com a certeza de que nunca vai usar Reprodução/Freepik

O nome é novo: SPVAT – porque trocar a sigla sempre ajuda a disfarçar a ineficiência crônica da Brazucolândia! Mas o “benefício” é o mesmo: aquele que o cidadão recebe quando espera que o Estado cumpra a própria promessa.

Conhecido como seguro obrigatório, ele até dá uma falsa sensação de proteção enquanto você circula pelas ruas esburacadas e perigosas das cidades brazucolenses. Sensação essa que se dissipa no primeiro acidente.


Na prática, o seguro obrigatório funciona como um pedágio anual da rodovia da desesperança: você é obrigado a pagar, mesmo sabendo que jamais terá permissão para trafegar por ela quando precisar.

Diferentemente de um seguro de verdade — aquele que protege patrimônio, renda e tranquilidade — o seguro obrigatório da Brazucolândia não cobre o seu carro, não cobre danos materiais, não cobre prejuízo financeiro. É um seguro-não-seguro, do tipo que foge de tudo o que a palavra “seguro” significa.


Então, que diabo ele cobre o que ele cobre, afinal? Apenas três situações muito específicas: morte, invalidez permanente e despesas médicas. E os valores, de tão baixos, deixam claro quanto a vida de um brazucolense vale.

Além dos valores irrisórios, das tabelas ultrapassadas, dos critérios obscuros e daquela burocracia que só a Brazucolândia sabe produzir, nada é simples, nada é direto e nada acontece sem um calhamaço de papéis.


Na teoria, qualquer vítima pode solicitar indenização. Na prática, precisa apresentar boletim de ocorrência, laudos médicos detalhados, formulários específicos, um sem-fim de documentos e o mais importante: paciência a toda prova.

Um carimbo fora do lugar ou um laudo “incompleto” (que ninguém explica o que falta) e… pronto: pedido negado! E não me venha com essa de “negado por quê?”. Negado é negado, amigo, simples assim. E definitivo.


E, para que ninguém diga que só criticamos sem colaborar, deixamos aqui, gratuitamente, uma sugestão de slogan para mais um tributo nonsense: “SPVAT: o seguro você paga com a certeza de que nunca vai (poder) usar.”

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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