Seguro obrigatório de veículos: você paga, mas o governo não garante proteção
Funciona como imposto, é cobrado como taxa, mas se torna um favor inalcançável quando alguém precisa
Melhor Não Ler|Do R7
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O nome é novo: SPVAT – porque trocar a sigla sempre ajuda a disfarçar a ineficiência crônica da Brazucolândia! Mas o “benefício” é o mesmo: aquele que o cidadão recebe quando espera que o Estado cumpra a própria promessa.
Conhecido como seguro obrigatório, ele até dá uma falsa sensação de proteção enquanto você circula pelas ruas esburacadas e perigosas das cidades brazucolenses. Sensação essa que se dissipa no primeiro acidente.
Na prática, o seguro obrigatório funciona como um pedágio anual da rodovia da desesperança: você é obrigado a pagar, mesmo sabendo que jamais terá permissão para trafegar por ela quando precisar.
Diferentemente de um seguro de verdade — aquele que protege patrimônio, renda e tranquilidade — o seguro obrigatório da Brazucolândia não cobre o seu carro, não cobre danos materiais, não cobre prejuízo financeiro. É um seguro-não-seguro, do tipo que foge de tudo o que a palavra “seguro” significa.
Então, que diabo ele cobre o que ele cobre, afinal? Apenas três situações muito específicas: morte, invalidez permanente e despesas médicas. E os valores, de tão baixos, deixam claro quanto a vida de um brazucolense vale.
Além dos valores irrisórios, das tabelas ultrapassadas, dos critérios obscuros e daquela burocracia que só a Brazucolândia sabe produzir, nada é simples, nada é direto e nada acontece sem um calhamaço de papéis.
Na teoria, qualquer vítima pode solicitar indenização. Na prática, precisa apresentar boletim de ocorrência, laudos médicos detalhados, formulários específicos, um sem-fim de documentos e o mais importante: paciência a toda prova.
Um carimbo fora do lugar ou um laudo “incompleto” (que ninguém explica o que falta) e… pronto: pedido negado! E não me venha com essa de “negado por quê?”. Negado é negado, amigo, simples assim. E definitivo.
E, para que ninguém diga que só criticamos sem colaborar, deixamos aqui, gratuitamente, uma sugestão de slogan para mais um tributo nonsense: “SPVAT: o seguro você paga com a certeza de que nunca vai (poder) usar.”
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