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Trabalhador brasileiro prefere fazer gol contra quando o assunto é produtividade

No trabalho, brasileiro médio não entra em campo para ganhar, mas para cavar falta e levar cartão vermelho

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Brasileiro quer ganhar como craque, mas no trabalho, prefere fazer gol contra do que suar a camisa Portal dos Times

Na copa do mundo da produtividade, muitos brasileiros são mestres em driblar o chefe, fazer fita e chutar a bola contra o próprio gol. Nesse quesito, a maioria não liga a mínima de perder para os alemães e até mesmo para os americanos.

Enquanto o trabalhador alemão produz US$ 94 por hora e o americano produz US$ 97 por hora (considerando produto por hora trabalhada), o brasileiro produz de US$ 20 a US$ 25 por hora. Ou seja, americanos e alemães produzem de 4 a 5 vezes mais por hora do que um brasileiro. Mas aí é que entra a lógica brazuca: “a gente produz pouco porque ganha pouco”.


A cabeça brasileira pensa futebol, mas só na hora do jogo mesmo, porque na vida o pensamento é outro. Isso porque um craque de várzea começa ganhando muito pouco, mas dá o sangue no campinho de terra batida para ser notado por um olheiro e poder subir de categoria até, quem sabe, chegar à seleção brasileira.

Já o trabalhador médio faz o oposto, pois começa ganhando pouco e, em vez de se empenhar para ser notado, pratica a lei do mínimo esforço: produz apenas o suficiente para não ser demitido. E, porque produz pouco, continua ganhando pouco.


O brasileiro quer ganhar como um craque, mas enquanto isso não acontece, prefere fazer gol contra e levar cartão vermelho do que suar a camisa.

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