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RBD não se garante em show no Rio e usa playback, e fãs pagam até R$ 850 para ser enganados

Grupo mexicano, que fez seu primeiro show no Brasil, vem usando gravações ao longo de toda esta turnê de reunião

Odair Braz Jr|Do R7 e Odair Braz Jr

Integrantes do RBD sobre plataforma durante show no Rio de Janeiro nesta quinta (9)
Integrantes do RBD sobre plataforma durante show no Rio de Janeiro nesta quinta (9) Integrantes do RBD sobre plataforma durante show no Rio de Janeiro nesta quinta (9)

Ninguém deveria ser obrigado a pagar até R$ 850 para ouvir um CD tocando num estádio. Foi exatamente isso que aconteceu no show do RBD nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro, durante a primeira apresentação da banda mexicana em sua turnê pelo Brasil. Há vários relatos nas redes sociais de que o grupo usou playback, e é só ver vídeos da apresentação no estádio Nilton Santos, o Engenhão, para notar que os rebeldes utilizaram o recurso.

Normal. Há muita gente também nas redes sociais afirmando o uso de playback em shows do RBD em outros países. É uma prática comum do grupo, que, como se sabe, não segura a onda de cantar ao vivo no show inteiro. Assim, usam um CDzinho esperto em várias canções.

Pode ser normal para o RBD usar playback, e há muitos fãs que normalizam isso, passam um pano, mas é algo bem decepcionante. Uma apresentação ao vivo pressupõe que o artista cante — e toque, quando é uma banda — de verdade. É o princípio básico de um show. Descobrir e perceber que seu artista favorito não está cantando de fato é um banho de água fria. Se isso acontecesse com minha banda preferida, xingaria muito no Twitter (agora X).

O uso de gravação prévia aconteceu muito com o Kiss nesta turnê de despedida. O grupo clássico de rock, que está se despedindo dos palcos, usa playback em vários momentos de sua apresentação, e os fãs detestam a prática. O Kiss já até assumiu isso, sempre mostrando a tradicional cara de pau de seus integrantes. A diferença aqui é que Paul Stanley e Gene Simmons estão na casa dos 70 anos e não têm mais a vitalidade e a potência vocal de décadas atrás. Até dá para entender o jeitinho maroto dos tiozinhos do rock, apesar de ser algo que os fãs não apoiam de jeito nenhum.

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Mas o que dizer da turminha do RBD?

RBD não abriu mão, também no Brasil, do uso do playback
RBD não abriu mão, também no Brasil, do uso do playback RBD não abriu mão, também no Brasil, do uso do playback

Os integrantes do grupo mexicano são ainda jovens, estão entre os 37 e 40 anos, e deveriam ser capazes de cantar as próprias músicas. Deveriam, mas o RBD é uma clara armação musical, com integrantes escolhidos para fazer uma novela em que também deveriam ser cantores. E a gente sabe como esse tipo de coisa funciona já faz tempo. Não necessariamente os escolhidos precisam cantar mesmo. Não necessariamente precisam ter um talento real. No estúdio sempre é possível dar um jeitinho, usar autotunes, corrigir afinação e disfarçar a falta de voz e talento. Muitas vezes, o que mais importa é a imagem. E este é claramente o caso do RBD.

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Bom, armações musicais existem por aí aos montes até hoje. O RBD é só mais uma delas. O que surpreende é esse monte de fãs que o grupo tem. Gente que parece não ter o menor discernimento, que curte viver no passado ouvindo um bando de canções ruins vindas de um grupo que é claramente uma falsificação. Um produto completamente plastificado e artificial que não deixa nenhum tipo de legado artístico.

Por tudo isso, não dá para ter pena de quem pagou até R$ 850 para ver um dos shows do RBD no Brasil. Tem bobo para tudo.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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