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Chay Suede estreia nos palcos com monólogo que mistura delírios e reflexões sobre fama

Peça propõe jogo de quebra-cabeça com o público, em que realidade e ficção se misturam

R7 Teatro|Bianca Neves

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Chay Suede faz a sua estreia no teatro em 'Peça Infantil – A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay' Reprodução/Instagram/estudioradiografico

A imagem de Chay Suede já impõe sua força nos primeiros minutos em cena. Da plateia, uma mulher grita “lindo” e “maravilhoso” antes mesmo de o ator começar a falar. Ele responde com uma mesura e dá início ao espetáculo. O momento, espontâneo, antecipa uma das questões do monólogo: o peso da imagem pública.

Em Peça Infantil – A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay, com direção de Felipe Hirsch e dramaturgia assinada em parceria com Caetano Galindo, somos apresentados ao personagem Cavalheiro Roobertchay.


Em um percurso fragmentado entre memória e invenção, inspirado em episódios da infância e adolescência de Chay Suede, o público é convidado a embarcar em uma experiência que se aproxima de um sonho, ou de um delírio, para refletir sobre fama, influência e autenticidade. Tudo com doses de humor, que são muito bem pontuadas pelo ator.

O espetáculo brinca constantemente com verdade e mentira, absurdo e realidade, e nada em cena está ali por acaso. A encenação se estrutura como um jogo de quebra-cabeça: Chay Suede oferece algumas peças e convida o público a completar o sentido.


O texto aposta em uma linguagem rebuscada, quase fantástica e alegórica, aplicada a situações cotidianas. Todo esse jogo também se reflete visualmente no cenário.

O palco é preenchido com um “tapete” que lembra tatames infantis, e painéis de LED ao fundo, que parecem prolongar e completar os espaços desse “tapete”. O painel tecnológico ainda funciona como uma espécie de segundo personagem. Imagens de obras clássicas e textos projetados dialogam com o discurso do protagonista, ora ilustrando, ora questionando suas falas.


Chay Suede usa três figurinos ao longo do espetáculo, e essas escolhas, somadas às outras, ajudam a reforçar, de forma leve e lúdica, as camadas que o texto quer chegar.

Todas as escolhas artísticas funcionam para nos fazer refletir sobre a construção das narrativas pessoais e, sobretudo, sobre como identidade e verdade se tornam conceitos instáveis em um tempo marcado pela exposição excessiva, inclusive nas redes sociais.


“No fundo, tudo é mentira, menos o que parece mentira. Tudo é verdade, menos a verdade”, diz o Cavalheiro Roobertchay em determinado momento do espetáculo.

Em sua estreia no palco, Chay Suede se mostra um bom contador de histórias. Há humor, timing de comédia e uma espontaneidade em Chay que equilibra um texto, por vezes, complexo.

Ele consegue sustentar o espetáculo sem cansar os espectadores, revelando novas facetas do artista. Apesar de serem questionamentos densos, há leveza por toda a atuação e o modo como o espetáculo é construído.

Peça Infantil – A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay fica em cartaz no Teatro Cultura Artística até o dia 03 de maio, com sessões às 19h e às 21h30, aos sábados, e 17h e 19h30, aos domingos.

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