Cachorro de 30 milhões de anos planejava emboscadas e escalava, diz estudo
Fóssil encontrado nos EUA revelou comportamentos inusitados dos parentes primitivos dos cães modernos
RPet|Do R7
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Um fóssil de cerca de 30 milhões de anos trouxe novas descobertas sobre o canídeo Mesocyon coryphaeus. O esqueleto foi encontrado em 1980 no estado do Oregon, nos Estados Unidos. Após décadas de reconstrução e análises, pesquisadores chegaram ao corpo mais completo já descoberto dessa espécie.
Os ossos permitiram que os especialistas descobrissem comportamentos inusitados dos parentes primitivos dos cães modernos. Segundo o estudo, a espécie era um predador de emboscada, caçando mais como os felinos modernos do que como os cachorros que conhecemos hoje em dia.
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“O habitat em que o Mesocyon vivia possuía vegetação suficiente para que ele pudesse se esconder e se aproximar de suas potenciais presas. Embora maior do que os ancestrais dos cães, o Mesocyon era pequeno o suficiente para sobreviver alimentando-se de pequenos mamíferos, como os roedores e cervos-rato que viviam em sua vizinhança”, diz um trecho do estudo.
Outro ponto que chamou atenção é que o esqueleto tem tamanho semelhante ao de um coiote, mas com membros curtos e robustos e articulações flexíveis. O cotovelo no fóssil, por exemplo, mostra que o animal conseguia girar os antebraços, sendo capaz de agarrar e escalar.
A espécie também possuía dedão do pé, o que sugere que, pelo menos ocasionalmente, caminhava com o calcanhar no chão, em vez de na ponta dos pés, como os cães modernos.
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