Logo R7.com
RecordPlus
RPet

Cachorro que viralizou nas redes sociais tem problema neurológico

Pinscher Mike Tyson ganhou festa com bebida à vontade em Manaus (AM)

RPet|Aurora Aguiar, do R7

  • Google News
Rui Barbosa, pai de Mike Tyson
Rui Barbosa, pai de Mike Tyson

A história de amor e amizade do engenheiro eletricista Rui Barbosa, de 64 anos, pelo próprio cachorro, um Pinscher chamado Mike Tyson, é material para roteirista nenhum de Hollywood colocar defeito.

Para celebrar o aniversário de 3 anos do pequeno animal, o dono promoveu uma grande festa em um bar de Manaus (AM), onde mora, com direito a bebida e churrasco à vontade para amigos e vizinhos.


Com decoração temática do Flamengo, time do coração de Rui, Mike "assoprou" velhinhas e ganhou atenção e carinho de toda a vizinhança.

O que era para ser apenas um almoço, acabou virando uma enorme celebração, que só teve fim no início da madrugada.


As imagens da festinha de Tyson correram a internet, e o pequeno cão ganhou fama. O R7 localizou Rui Brabosa para falar sobre a história.

— Disse para amigos que a bebida seria por minha conta. Mandei fazer um bolo e salgadinhos. Comprei alguns quilos de carne também. As pessoas foram chegando e ficando. Quando vi, já era quase 1h.


O eletricista contou que, oficialmente, o aniversário de Mike é no dia 7 de novembro, no entanto, como a data caiu numa terça-feira, ele decidiu comemorar no sábado (11). A roupa do aniversariante, escolhida pelo eletricista, foi uma camiseta do Flamengo e cordões de ouro no pescoço.

Festeiro que é, Rui já havia armado outra festa para o cão. Há dois anos, ele levou Tyson para o tradicional Festival de Parintins, onde disse ter desembolsado R$ 12 mil. A quantia serviu, segundo ele, para cobrir despesas de transporte aéreo, hospedagem e a própria organização da festa do "filho".


Dolly, a irmã de Mike

Até agosto do ano passado, Mike dividia os mimos com Dolly, outra Pinscher que morreu após passar 18 anos ao lado do eletricista. A cadela era o xodó de Rui. Frequentava salão de beleza onde pintava as unhas de vermelho e branco. Por dezenas de vezes, o eletricista repetiu o ritual. As festas de aniversário da cadelinha sempre foram feitas em meio ao Festival de Parintins, realizada anualmente no último fim de semana de junho, em que o dono é fã.

— É a sequência de uma tradição. Dolly fazia aniversário no dia de 10 junho e todo ano eu a levava para Paritins para comemorar. Tudo começou como uma brincadeira. Ela sempre ia arrumada, até que os amigos passaram a me cobrar a presença dela. 

No entanto, há dois anos, Mike passou a assumiu o lugar da "irmã", que cega e surda, não tinha mais condições de ir à festa. 

— Neste ano, como Dolly morreu, quis manter a tradição, então acabei levando Mike.

A chegada de Mike

Em 2015, Rui se deparou com um rapaz na rua que puxava o pequeno Mike de forma bruta pelo asfalto. Segundo o eletricista, o cachorro era arrastado pela coleira em chão quente.

— Parei meu carro quando vi que aquele homem estava maltratando o bichinho. Perguntei a ele por que fazia aquilo. O rapaz então me disse que estava indo vender Mike por que não tinha mais condições de tratá-lo, que precisava de dinheiro porque estava sem energia em casa. Dei a ele R$ 150, o mesmo valor que ele disse ter pago pelo cachorro, e como tinha alguns compomissos, prometi que voltaria para pegá-lo alguns dias depois. Mike era muito parecido com a Dolly.

Vale ainda ressaltar que Mike, que antes se chamava Marrone, ganhou nome de boxeador famoso por gostar de cheirar orelhas, frissou o eletricista Rui.

Recompensa milionária e problemas de saúde

Rui disse que tem o costume de passear com Mike quase que todos os dias pelo calçadão da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. As andanças do dono com o cão são sempre sem coleira. O eletricista disse que certa vez, o cachorro foi levado por uma moça. Desesperado, Rui saiu pela cidade distribuindo anúncios nos jornais, gratificações, até que um policial o encontrou.

— Cheguei a gastar cerca de R$ 10 mil para encontrar Mike. Já tentaram levar ele umas quatro, cinco vezes.

O fiel escudeiro do eletricista ainda enfrenta problemas de saúde.

— Mike tem um problema mental, uma disfunção que o faz desmaiar caso ele não tome determinados medicamentos. Fora isso, ele também tem uma doença que atrapalha a coordenação motora. Quando anda, parace que está cambaleando.

Rui contou ainda que para evitar os desmaios do cachorro, Mike toma Gardenal e Vertix. Questionado por que tem todo esse carinho pelo animal, o eletricista é direto.

— Eu nunca tive filhos. Não que não pudesse, mas a correria da vida fez com que o tempo passasse rápido demais. Fui casado por 14 anos, depois me separei. Morava em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O animal é indefeso, ele jamais trai, ele jamais prejudica alguém, não explora. Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem. Eu digo que sim. Mike é meu melhor amigo. 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.