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Gatos pioram a asma das crianças? Estudo sugere que não

Pesquisadores analisaram, por um ano, dados de mais de 30 mil pacientes

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um estudo sueco indica que conviver com gatos não piora os sintomas de asma.
  • Pesquisa analisou dados de mais de 30 mil pacientes com asma durante um ano, sem encontrar ligação entre gatos e agravamento da doença.
  • Alérgenos de gatos podem circular em diversos ambientes, expondo crianças que nunca tiveram contato direto com os animais.
  • Avaliação médica individual continua importante para pessoas com alergia específica a felinos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores destacam que alérgenos dos gatos circulam muito além das residências Reprodução/Unsplash/Lloyd Henneman

Conviver com um gato dentro de casa não piora os sintomas de asma, mesmo entre pessoas alérgicas ao animal. É o que aponta um novo estudo sueco publicado pela revista Frontiers in Allergy, que não encontrou evidências de que a presença do felino esteja associada ao agravamento da doença respiratória.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram, por um ano, dados de mais de 30 mil pacientes com asma e compararam a frequência e a intensidade dos sintomas entre pessoas que viviam com gatos e aquelas que não o tinham. Os resultados mostraram que a convivência com os felinos não esteve ligada ao aumento de crises, piora da função pulmonar ou necessidade maior de tratamento.


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Além disso, os alérgenos dos gatos circulam muito além das residências onde os animais vivem, podendo aderir a roupas, mochilas e outros objetos, sendo transportadas para escolas, meios de transporte e diversos ambientes compartilhados. Assim, mesmo crianças que nunca tiveram contato direto com um gato acabam expostas.

O estudo também destaca que a relação entre gatos e asma é mais complexa do que se imaginava. Embora algumas pessoas tenham alergia comprovada aos alérgenos produzidos pelos felinos e possam apresentar sintomas após a exposição, isso não ocorre com todos os pacientes asmáticos. A evolução da doença depende de diversos fatores, incluindo predisposição genética, infecções respiratórias, poluição do ar, exposição a outros alérgenos e a resposta individual de cada organismo.


Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que a conclusão não elimina a possibilidade de algumas pessoas apresentarem alergia específica aos felinos. Nesses casos, a avaliação médica individual continua sendo essencial para definir a melhor forma de controlar os sintomas.

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