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Pato sensação da Copa inspira lei em defesa de animais influenciadores no México

Proposta é fazer com que o dinheiro obtido pela exploração do bicho na web seja revertido para o seu próprio bem-estar

RPet|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pato Merlin viraliza durante a Copa do Mundo de 2026, tornando-se uma celebridade no México.
  • Exploração do pato leva à criação da "Lei Merlin" para proteger animais influenciadores.
  • Lei proposta busca garantir que ganhos financeiros sejam revertidos para o bem-estar dos animais.
  • Projeto de lei está em análise na Comissão de Bem-Estar Animal no Congresso mexicano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pato Merlin viralizou após ser flagrado nas ruas entre os torcedores da seleção mexicana Reprodução/X/usmntonly

A fama repentina do pato Merlin durante a Copa do Mundo de 2026 acabou motivando a criação de um projeto de lei que pretende defender o bem-estar de animais influenciadores no México. A ave viralizou vestindo a camisa da seleção e chuteiras, alcançando status de celebridade a ponto de ser chamada para entrevistas simuladas e ser recebida pela presidente Claudia Sheinbaum como símbolo do trabalho das famílias mexicanas.

O animal circula no centro histórico da Cidade do México ao lado de sua tutora, Carla Gómez, uma ambulante que, acompanhada do filho pequeno, vende água e refrigerante em um carrinho perto de pontos turísticos da região.


Na partida de abertura da Copa do Mundo, quando a seleção mexicana venceu a África do Sul por 2 a 0, Merlin estava nas ruas em meio à torcida que saía para comemorar a vitória. A cena inusitada fez muitas pessoas registrarem a ave. Os vídeos foram parar nas redes sociais, o que transformou Merlin em uma celebridade.

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Mas, além da fama, veio a exploração do animal. Agências de direitos autorais passaram a controlar seus vídeos, cobrando pelo uso de sua imagem, e empresas perseguiam a família para fechar contratos publicitários. Além disso, o pato era tratado com frequência como um objeto, passando de mão em mão, sendo submetido a abraços e manipulações forçadas de estranhos e vivendo sempre vestido, sendo ridicularizado para gerar entretenimento e recursos financeiros.


Agora, a chamada “Lei Merlin”, inspirada na história da ave de dois anos de idade, busca regular a responsabilidade dos tutores, baseando-se no princípio de que a geração de valor econômico por um animal deve, obrigatoriamente, ser revertida em benefícios para o próprio bicho.

A lei, proposta pela deputada Luisa Fernanda Ledesma Alpízar, do partido Movimento Cidadão, tenta regulamentar o uso de animais em atividades lucrativas de entretenimento e publicidade digital.


Segundo a deputada Alpízar, a intenção não é que o animal receba dinheiro, mas sim garantir que a fama não se sobreponha ao dever de cuidado.

Na prática, a lei exige que parte da renda obtida pelos cuidadores financie melhorias no bem-estar do animal, abrangendo desde alimentação de melhor qualidade e cuidados veterinários até medicamentos, reabilitação e tratamentos especializados.


No México, existem leis que punem maus-tratos e abandono, mas nenhuma delas trata do uso de animais em atividades lucrativas.

O projeto agora segue para análise na Comissão de Bem-Estar Animal no Congresso mexicano.

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