Por que os antigos egípcios eram obcecados por gatos? A ciência explica
Felinos eram vistos como protetores e símbolos de lar, mulheres e fertilidade, influenciando a religião e cultura egípcia
RPet|Do R7
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A iconografia do Egito Antigo é repleta de representações de gatos. Os animais aparecem em pinturas, tumbas e estátuas da época, normalmente ao lado de humanos. Além de oferecer companhia, os pets desempenhavam papel importante para os egípcios.
Segundo arqueólogos, os felinos serviam como uma forma de controlar pragas, o que teria impulsionado sua domesticação. Eles também eram conhecidos por matarem cobras venenosas e como símbolo de religião.
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Um texto publicado no site da University College London em 2018 indica que a interação entre humanos e gatos deve ter começado no Egito Antigo após 4.000 a.C., já que foi nessa época que os pets começaram a aparecer em hieróglifos e pinturas. Os egípcios se referiam ao animal pela onomatopeia “miu” ou “miit”, que significa “aquele ou aquela que mia”.
Quando as pessoas perceberam que plantações de grãos frequentadas por gatos apresentavam menos problemas com pragas, passaram a incentivar os animais a ficarem por perto e a tratá-los com gentileza como forma de agradecimento.
Além disso, os egípcios observaram que os felinos matavam cobras venenosas, que representavam um problema real no Egito Antigo. Isso fez com que se tornassem um símbolo de proteção.
“Os gatos eram percebidos como tendo uma natureza protetora que, combinada com sua capacidade de gerar muitos filhotes, os tornou um símbolo do lar, das mulheres e da fertilidade”, diz um trecho do texto de Josie Mills para a UCLA.
Os pets, então, passaram a ter um impacto significativo na religião da época e ganharam posição de destaque na sociedade egípcia. Matar um gato, mesmo que de forma acidental, era punível com a morte, e tutores raspavam as sobrancelhas como parte do processo de luto.
“O culto ao gato não se restringia a Bubastis e se espalhou por todo o Egito Antigo, com grandes templos dedicados às deusas-gato, que abrigavam e cuidavam de centenas de gatos. Os gatos eram até mumificados de forma semelhante aos humanos e colocados em templos após a morte”, continua Mills.
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