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Estamos pedindo para nossos cães serem menos cães?

Pequenas correções do dia a dia podem afastar os pets de comportamentos naturais sem que a gente perceba

Diário do Meu Pet|Acsa GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A rotina dos tutores muitas vezes corrige comportamentos naturais dos cães.
  • Comportamentos como puxar a guia e latir são essenciais para a comunicação canina.
  • A felicidade e empolgação dos pets ao receber os tutores são frequentemente mal interpretadas.
  • É importante encontrar um equilíbrio entre educar e respeitar a natureza dos cães.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nem tudo é desobediência, às vezes é só instinto. Pexels / Gil Goldman

Você já reparou como, quase sem perceber, a gente vive corrigindo comportamentos que são completamente naturais para os cães?

Isso aparece o tempo todo na rotina. No passeio, por exemplo, a gente pede para ele não puxar a guia, mesmo que o ritmo natural dele seja mais rápido. Quando ele para a cada dois passos para farejar, vem a impaciência, como se fosse perda de tempo, sendo que é exatamente assim que ele lê o mundo ao redor.


O mesmo acontece com o latido. A gente interrompe, pede silêncio, tenta controlar. Mas essa é a principal forma de comunicação dele. É como ele reage, avisa e se expressa.

E quando a gente chega em casa? Muitas vezes, os pulos de alegria são recebidos com repreensão. Só que ali existe algo simples e genuíno: felicidade, saudade acumulada, uma emoção que não cabe no corpo.


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Sem perceber, a gente vai ajustando tudo isso. Quer que ele ande no nosso ritmo, reaja menos, se controle mais. Quer, no fundo, um comportamento mais próximo do nosso.

Claro que existem limites, e eles são importantes. Educação também é cuidado. Um cão que puxa demais pode se machucar. Latidos constantes podem gerar problemas. Pular em alguém pode assustar ou até machucar.


Mas existe uma diferença importante entre educar e podar.

Talvez o ponto não seja impedir o comportamento, mas entender o que está por trás dele. O passeio pode ter momentos de condução, mas também de exploração. O latido pode ser direcionado, não simplesmente silenciado. A alegria pode ser ensinada de forma mais gentil, sem ser reprimida.


O desafio está em encontrar equilíbrio. Nem tudo precisa ser do nosso jeito o tempo todo.

Quando a gente desacelera para acompanhar o faro curioso, começa a enxergar o latido como comunicação e entende a empolgação como afeto, a convivência muda. Fica mais leve, mais respeitosa e muito mais verdadeira.

Eles já se esforçam muito para viver no nosso mundo, cheio de regras que não fazem sentido para eles. Talvez esteja na hora de a gente tentar, pelo menos um pouco, viver no deles também.

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