Logo R7.com
RecordPlus
RPet
‌

Quais raças de cães têm maior risco de desenvolver problemas respiratórios graves

Animais com sobrepeso, narinas estreitas e focinho achatado estão associados a dificuldades respiratórias, segundo estudo

RPet|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela que cães braquicefálicos, como pugs e buldogues, têm alto risco de problemas respiratórios graves.
  • A BOAS (síndrome das vias aéreas obstrutivas braquicefálicas) é uma condição crônica que afeta a respiração, especialmente em cães de focinho curto.
  • A pesquisa analisou 898 cães de 14 raças e constatou que muitas apresentam severidade variada nos sintomas de BOAS.
  • Intervenções como cirurgia e controle de peso podem ajudar, mas a condição é hereditária e requer mais estudos para prevenção.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cientistas identificam cães particularmente suscetíveis a síndrome obstrutiva das vias aéreas braquicefálicas Pexels/Caio

Um estudo revelou que cães de focinho curto (braquicefálicos), um rosto achatado, narinas estreitas e excesso de peso enfrentam riscos significativos de problemas respiratórios graves.

O estudo, publicado esta semana na PLOS One, descobriu que a BOAS (síndrome das vias aéreas obstrutivas braquicefálicas), uma doença crônica associada a cães de crânio curto ou rosto achatado, varia consideravelmente, em prevalência e gravidade, entre as raças de cães, mas também dentro de cada raça.

‌

Em animais que sofrem de BOAS, lesões dentro do trato respiratório superior resultam no estreitamento das vias aéreas. Isso geralmente leva a uma respiração barulhenta, mas também pode afetar a capacidade do cão de se exercitar, dormir e lidar com calor ou estresse.

A pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade Cambridge, no Reino Unido, analisou 898 cães de 14 raças diferentes, incluindo boxer, staffordshire bull terrier, chihuahua, shih tzu, entrou outros, para avaliar a prevalência da síndrome, que pode causar chiado, dificuldade respiratória e intolerância ao exercício, e em casos graves, requer cirurgia.

‌

Os pesquisadores mediram os crânios e narizes dos animais, corpos e pescoços, e os examinaram quanto aos sintomas de BOAS.

LEIA MAIS

Os cães foram classificados para BOAS em uma escala de zero a três, com zero indicando poucos sintomas, e três significando que o cachorro tinha dificuldade em se exercitar e em obter ar suficiente, e os cientistas compararam 14 raças com pugs, buldogues franceses e buldogues. Esses três cães são bem conhecidos por serem braquicefálicos, mas outras raças não haviam sido bem estudadas até então.

‌

As 14 raças investigadas foram:

  • Affenpinscher
  • Boston Terrier
  • Boxer
  • Cavalier King Charles Spaniel
  • Chihuahua
  • Dogue de Bordeaux
  • Griffon de Bruxelas
  • Chin Japonês
  • King Charles Spaniel
  • Maltês
  • Pequinês
  • Lulu-da-Pomerânia
  • Shih Tzu
  • Staffordshire Bull Terrier

Os autores descobriram que o pequinês teve uma taxa de BOAS semelhante à dos buldogues, com apenas 11% dos pequineses respirando livremente. O chin japonês também teve um resultado ruim, apenas 17,4% dos cães estavam livres de sintomas.

‌

Veja a conclusão para cada raça estudada:

Alto risco de BOAS

  • Pequinês
  • Chin Japonês

Risco moderado de BOAS

  • King Charles Spaniel
  • Shih Tzu
  • Griffon de Bruxelas
  • Boston Terrier
  • Dogue de Bordeaux

Risco leve de BOAS

  • Staffordshire Bull Terrier
  • Cavalier King Charles Spaniel
  • Chihuahua
  • Boxer
  • Affenpinscher

Nenhum dos cães das raças Lulu-da-Pomerânia ou Maltês estudados foi considerado clinicamente afetado.

“A BOAS existe em um espectro. Alguns cães são apenas levemente afetados, mas para aqueles na extremidade mais grave, pode reduzir significativamente a qualidade de vida e se tornar um sério problema de bem-estar”, disse Fran Tomlinson, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, que liderou o estudo.

“Embora cirurgia, gerenciamento de peso e outras intervenções possam ajudar cães afetados até certo ponto, a BOAS é hereditária e ainda há muito o que aprender sobre como podemos reduzir o risco em futuras gerações”, acrescentou.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.