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Quem era Chutou, o cão com milhões de seguidores que foi comido em restaurante da China

Border collie foi roubado e vendido ao estabelecimento por cerca de R$ 130

RPet|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Chutou, um border collie, tornou-se uma celebridade nas redes sociais chinesas ao lado de seu tutor, Guo, conquistando mais de 1,5 milhão de seguidores no Douyin.
  • O cão foi sequestrado enquanto Guo estava em viagem, e apesar dos esforços para encontrá-lo, Chutou foi vendido para um restaurante que comercializa carne de cachorro.
  • O caso gerou comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a proteção legal dos animais de estimação na China.
  • A China tem feito avanços na proteção dos animais, mas ainda enfrenta desafios, como o comércio ilegal alimentado por roubos de animais domésticos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Chutou havia sido comprado por Gou em 2018 Reprodução/X/@PrismeMedia

Durante quase nove anos, o border collie Chutou percorreu desertos, montanhas cobertas de neve e estradas remotas da China ao lado de seu tutor, Guo. Inteligente, leal e carismático, o cão se tornou uma celebridade nas redes sociais, conquistando mais de 1,5 milhão de seguidores no Douyin, plataforma chinesa semelhante ao TikTok.

A história da dupla começou em 2018, quando Guo comprou Chutou de um vendedor ambulante por mais de 2.000 yuans (cerca de R$ 1.500), segundo o Fengmian News. O filhote tinha apenas três meses de idade. Com o passar dos anos, o border collie se tornou um companheiro inseparável e um símbolo de companheirismo para seus admiradores.


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Os vídeos publicados no Douyin mostravam a forte conexão entre homem e animal. Em muitas gravações, Chutou aparecia acompanhando Guo em suas aventuras por paisagens impressionantes, sempre demonstrando a energia e a obediência características da raça.

A trajetória da dupla, no entanto, teve um fim trágico. Em maio deste ano, enquanto Guo viajava pela Geórgia, Chutou permaneceu sob os cuidados dos pais do tutor, na província chinesa de Henan. Em uma manhã, o border collie estava próximo ao carro da família quando foi abordado por um casal que circulava em uma scooter elétrica.


Câmeras de segurança registraram o momento em que o animal foi roubado, apesar de usar coleira e portar um dispositivo de rastreamento. O homem envolvido no caso afirmou posteriormente que acreditava se tratar de um cachorro abandonado e alegou que Chutou o seguiu após ser chamado. As imagens obtidas pelas autoridades, porém, colocaram essa versão em dúvida.

Ao descobrir o desaparecimento do companheiro, Guo interrompeu a viagem e retornou imediatamente à China. Durante dias, percorreu vilarejos, analisou gravações de monitoramento e conversou com moradores em busca de pistas sobre o paradeiro do cão. A procura terminou da pior maneira.


De acordo com a investigação policial, apenas três dias após o roubo, Chutou foi vendido por 180 yuans — cerca de R$ 130 — a um restaurante que comercializa carne de cachorro. O animal foi abatido para consumo. Quando Guo finalmente localizou o comprador, recebeu a notícia de que não restava qualquer vestígio do border collie.

Repercussão na China

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais chinesas e reacendeu o debate sobre a proteção legal dos animais de estimação no país. Apesar do crescimento expressivo do mercado pet e do número cada vez maior de famílias que consideram cães e gatos parte da família, a legislação chinesa ainda trata esses animais como propriedade. Na prática, casos de roubo ou morte de pets costumam resultar apenas em disputas por indenização financeira.


Em 2020, o Ministério da Agricultura da China retirou oficialmente os cães da lista de animais destinados à criação para consumo, reconhecendo-os como animais de companhia. Cidades como Shenzhen e Xangai também proibiram o consumo de carne de cachorro e gato. Ainda assim, esse comércio continua presente em algumas regiões do país, muitas vezes abastecido pelo roubo de animais domésticos.

Segundo o AsiaOne, Guo tem colaborado com as investigações e afirma que não pretende aceitar qualquer tipo de acordo extrajudicial ou tentativa de mediação. O tutor disse estar determinado a levar o caso aos tribunais em busca de responsabilização pelos envolvidos.

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