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Quem era Lazare, o cão mais velho do mundo que morreu semanas após seu dono

Cachorrinho viveu mais de 30 anos, emocionou ao ser adotado na reta final da vida e ainda aguarda reconhecimento oficial do Guinness

RPet|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lazare, um cão de 30 anos, faleceu na França, semanas após a morte de sua tutora.
  • Após a perda, foi adotado por Ophélie Boudol, que procurava um animal de companhia.
  • Comprovada sua idade, Lazare aguarda reconhecimento oficial do Guinness como o cão mais velho do mundo.
  • A morte foi tranquila e emotiva, deixando sua nova família profundamente tocada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lazare ainda aguarda reconhecimento do Guinness como cão mais velho do mundo Reprodução/Instagram/@lazare_le_trentenaire

Lazare, um pequeno spaniel anão continental que ganhou notoriedade nas redes sociais por sua longevidade extraordinária, morreu na última quinta-feira (14), na região da Alta Saboia, no sudeste da França. Aos 30 anos e cinco meses, o animal era apontado por seus cuidadores como o cachorro mais velho do mundo e pode ter superado o recorde histórico de vida entre os cães.

A morte ocorreu apenas algumas semanas após o falecimento de sua primeira tutora, com quem Lazare viveu durante quase três décadas no interior francês. Depois da perda da dona, o cachorro foi encaminhado à unidade da Sociedade Protetora dos Animais de Annecy Marlioz, onde encontrou um novo lar.


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Quem decidiu acolhê-lo foi Ophélie Boudol, mãe solo de 29 anos, um ano mais jovem do que o próprio cachorro. Inicialmente, ela procurava um animal de companhia para a mãe, mas acabou se comovendo com a história de Lazare e optou por levá-lo para casa.

“Eu não queria que ele terminasse a vida sozinho no abrigo. Ele precisava estar cercado de amor”, afirmou Ophélie em entrevistas à imprensa francesa. A ligação entre os dois foi imediata, apesar da aparência frágil do cão, descrito pela própria tutora como alguém que não era “o mais bonito” do local.


Nascido em 4 de dezembro de 1995, Lazare teve sua idade confirmada por dois registros oficiais, incluindo o Livro das Origens Francesas e o arquivo nacional de identificação animal. Essa documentação serviu como base para a tentativa de reconhecimento do Livro Guinness dos Recordes.

Caso o recorde seja homologado, Lazare superará Bluey, um cachorro que morreu em 1939 com 29 anos e 160 dias e continua como detentor oficial da marca de maior longevidade canina.


Nos últimos anos, o pequeno cão convivia com várias limitações físicas. Ele havia perdido a visão e a audição, sofria de artrose, não tinha dentes e mantinha a língua permanentemente para fora da boca. Ainda assim, seguia ativo e curioso.

Segundo Ophélie, Lazare a acompanhava por todo o apartamento, gostava de cochilos prolongados, caminhadas tranquilas para sentir o cheiro das flores e muitos momentos de carinho. Para proporcionar mais conforto, ela comprou cama nova, almofadas, pelúcias e pequenos suéteres para protegê-lo do frio.


Em postagens no Instagram, a tutora passou a chamá-lo de “nosso pequeno vovô bebê”. As imagens mostravam o cachorro descansando ao lado de brinquedos e desfrutando de uma rotina cercada de atenção e afeto.

A nova família incluía ainda o filho de nove anos de Ophélie e dois gatos. Segundo ela, Lazare se integrou rapidamente ao ambiente e passou a ser tratado como parte essencial da casa.

Na quinta-feira (14), o cão apresentou sinais de apatia. Ophélie o levou imediatamente ao veterinário, onde ele recebeu soro. Pouco depois, começou a perder as forças.

“Ele começou a partir nos meus braços”, relatou a tutora. Segundo ela, Lazare não sofreu e não precisou ser submetido à eutanásia.

Em outro depoimento, Ophélie disse acreditar que o cachorro “a esperou” antes de morrer. Ela contou que ele ainda encostou o focinho em seu nariz, como um último gesto de carinho.

A despedida teve forte impacto emocional na família. O filho da tutora chegou a dizer que esperava que Lazare “ressuscitasse”, enquanto Ophélie afirmou que dormiria com a manta do animal após sua partida.

O corpo de Lazare será cremado. Como lembrança, Ophélie guardou uma pequena mecha de pelos para transformá-la em uma joia de resina.

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