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Quer adotar um pet? Saiba tudo para ser um tutor responsável

Telma Rocha Tavares, da Cosap, e Fabiana Xavier, da Amigo Não se Compra, explicam os cuidados para tomar essa decisão

RPet|André Barbeiro, do R7


Telma Rocha Tavares explica o que precisa ter em mente para adotar um pet
Telma Rocha Tavares explica o que precisa ter em mente para adotar um pet

Nos últimos anos, os pets se tornaram os queridinhos das redes sociais e ganharam o coração do mundo. Porém, adotar um animal não é tão simples quanto parece; essa decisão demanda um estudo aprofundado do dia a dia do futuro tutor para ver se ele está apto a ter um bicho em seu lar.

Em entrevista ao R7,a médica-veterinária Telma Rocha Tavares, da Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap), da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, explica o que um tutor precisa para fazer uma adoção responsável. 

Ter tempo para o animal

"Consultar o tempo que você tem disponível, até para ajustar. Às vezes temos pouco tempo, mas isso pode ser ajustado para alguma espécie ou idade de animal", explica a médica. Ela ressalta que o tempo para cada pet é relativo: "Um animal jovem é um animal ativo, ele precisa da interação mais frequente com as pessoas. Já um animal mais idoso, embora precise da interação, consegue ficar um pouco mais tempo sozinho".

Local e planos

O tempo e a disponibilidade para cuidar do pet é essencial, mas não é possível descartar o cuidado com o ambiente e as intenções para o futuro. Telma afirma que, para que a adoção seja realizada na Cosap, o futuro tutor passa por uma entrevista. Nessa conversa, perguntas como "mora em casa ou apartamento?" e "caso se mude, o que vai fazer com o animal?" são frequentes. 

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Fabiana Xavier, diretora de relacionamento da ONG Amigo Não se Compra, explica o processo. "Se a pessoa morar de aluguel [por exemplo], é preciso considerar que, ao se mudar, será necessário pensar em um local aonde possa levar o bicho", diz.

Ter em mente os gastos

Para cuidar e criar uma nova vida, é importante se lembrar de consultar o bolso. "Invariavelmente, existem gastos ao longo de toda a vida do animal", comenta a médica-veterinária. 

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Ela lembra a importância de levar o pet ao veterinário com certa regularidade. "No mínimo, uma vez por ano para atualizar as vacinas e sempre que o animal estiver mal por algum motivo", ensina.

Higiene do pet e adaptação da rotina

Por fim, Telma apresenta alguns cuidados cotidianos com os animais, como o banho dos cachorros. "Não é necessário dar banho toda semana, não existe calendário. Isso varia, tem animal que fica no quintal, tem animal que fica dentro de casa, que dorme na cama, aquele que passeia, aquele que não passeia. Então, nós explicamos que é conforme a necessidade, desde que use produtos próprios para pet e mantenha a pele bem sequinha", explica .

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"Não é bom dar banho mais de uma vez por semana, pois a pele não vai secar, porque ela é protegida com o pelo, e isso pode trazer problemas de pele. A menos que seja um tratamento de pele, dificilmente o banho é dado mais de uma vez na semana", explica a médica-veterinária. 

"Quanto aos gatos, como eles têm o hábito de autolimpeza, existem casos específicos para dar banho, mas a escovação diária é indicada, para tirar a sujeira e manter a pele saudável", completa. 

Fabiana ainda esclarece que a adaptação do animal em seu novo lar pode levar dias, até mesmo semanas. "Alguns animais se adaptam logo de cara, mas outros precisam de um tempo para entrar na nova rotina. Esse período exige paciência, carinho e adestramento", orienta.

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* Estagiário sob a supervisão de Thaís Sant'Anna

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