ENHYPEN inicia nova era como sexteto com ‘THE SIN : BLISS’ e aposta em batidas de funk brasileiro
Em seu primeiro lançamento após a saída de Heeseung, grupo sul-coreano aprofunda narrativa de fantasia sombria e incorpora...
Vanity Brasil|Do R7

O grupo sul-coreano ENHYPEN oficializou seu retorno aos palcos nesta sexta-feira (21) com a estreia de seu oitavo mini-álbum, intitulado THE SIN : BLISS. O lançamento marca um momento crucial na trajetória do conjunto, constituindo o primeiro trabalho divulgado após a transição para a formação em sexteto — composta por Jungwon, Jay, Jake, Sunghoon, Sunoo e Ni-ki —, decorrente da saída de Heeseung, que optou por seguir carreira solo motivado por divergências de direcionamento musical.
Servindo como sequência direta dos acontecimentos narrados em THE SIN : VANISH, lançado em janeiro deste mesmo ano, o novo projeto dá continuidade à mitologia de dark fantasy e temática vampiresca estruturada pela agência BELIFT LAB desde a era Dark Blood. O conceito central de THE SIN : BLISS explora o antagonismo conceitual entre o pecado e a bênção, acompanhando o périplo de um casal de amantes que foge após a ruptura de um tabu fundamental da história.
Produção global e influências do baile funk
A faixa-título, “Bloody Paradise”, sintetiza o fio condutor dramático das dez faixas do disco, retratando a fuga incessante e a cumplicidade do casal protagonista. Nos bastidores técnicos, a canção conta com a produção de Julia Lewis, profissional reconhecida por trabalhos com astros internacionais como Bad Bunny, e que também assina as faixas “Stuck” e “Highlight” no mesmo álbum. A composição lírica da música principal traz novamente a assinatura do veterano Gaeko, integrante do duo Dynamic Duo.
Um dos pontos altos das revelações conceituais ocorreu durante a coletiva de imprensa oficial, quando Sunghoon detalhou a arquitetura rítmica da obra. De acordo com o integrante, “Bloody Paradise” recebeu forte influência percussiva do funk brasileiro (baile funk). A introdução de graves acentuados e de um andamento acelerado imprimiu uma dinâmica coreográfica inédita aos padrões habituais do grupo, distanciando-se de abordagens anteriores do gênero sombrio. Em tom descontraído, Sunghoon manifestou o desejo de que o público latino-americano e, em especial, os fãs brasileiros desfrutem da sonoridade dançante.
A conexão com o continente sul-americano também se estendeu ao material audiovisual. As gravações do videoclipe de “Bloody Paradise” tiveram como locação diversas regiões do Peru, incluindo a capital, Lima — detalhe que havia sido antecipado de maneira espontânea pelos próprios integrantes durante uma transmissão ao vivo prévia.
Construção narrativa e dinâmica de grupo
Durante o evento com a imprensa, Jay enfatizou a proposta imersiva do álbum, explicando que a obra foi estruturada sob uma narrativa contínua e sequencial. A recomendação é de que as canções sejam ouvidas na ordem oficial, intercaladas pelos interlúdios narrados que simulam uma transmissão jornalística investigativa. Já o caçula Ni-ki confidenciou que a faixa “Highlight” quase não figurou no corte final do disco, sendo preservada exclusivamente após uma intervenção direta dos membros, que visualizaram previamente o potencial da canção nos palcos.
Ao abordar a reestruturação e o intervalo de sete meses desde o último trabalho, o líder Jungwon destacou o profissionalismo da equipe: “Focamos em colocar uma ótima performance de forma profissional. O foco principal esteve na qualidade do trabalho final e da música em si”. Sobre o processo de renovação contratual com a BELIFT LAB, o líder ponderou que ainda não existem negociações formalmente encaminhadas, ressaltando que o empenho coletivo permanece direcionado à excelência artística e ao atendimento às expectativas do público.
Em consonância com as ambições de longo prazo, Jake reiterou o plano de expansão global dos espetáculos ao vivo, alinhado à recente divulgação da turnê BLOOD SAGA 2027. O anúncio encerra um ciclo de sucesso internacional, no qual o ENHYPEN consolidou sua relação com o Brasil — país onde Sunghoon chegou a viralizar e receber da base de fãs (ENGENE) o apelido carinhoso de “MC ICE” durante a passagem recente da turnê pelo território nacional.















