Liniker aborda impactos da fama e ataques nas redes sociais
Cantora reflete sobre desumanização e críticas do público em entrevista
Vanity Brasil|Do R7

A cantora Liniker abriu o diálogo sobre os desafios e ataques que enfrenta nas redes sociais, um tema recorrente em sua trajetória profissional. Em uma entrevista concedida à revista Vogue Brasil, a artista refletiu sobre os impactos da notoriedade e a percepção do público em relação à vida pessoal dos artistas, que muitas vezes esquece que eles também vivenciam momentos de dificuldade.
A discussão veio à tona no contexto da lembrança de seu feito histórico. Liniker conquistou um Grammy Latino com o álbum “Índigo Borboleta Anil”, tornando-se a primeira artista transgênero brasileira a receber tal premiação. Apesar do reconhecimento e do sucesso, a cantora enfatiza que há um preço a ser pago pela visibilidade alcançada no cenário musical.
Segundo a artista, esse reconhecimento pode criar um “endeusamento desnecessário”, que acaba por desumanizá-la e gerar uma distância drástica entre ela e o público. “E eu sou uma pessoa muito humana, vivendo o cotidiano, por isso sou cronista e compositora. Tenho sofrido muito hate nos últimos anos”, afirmou Liniker. Ela destacou a dificuldade das pessoas em humanizá-la, compreender sua timidez e respeitar seus dias ruins ou momentos que prefere não compartilhar publicamente.
Nos últimos anos, Liniker esteve no centro de algumas controvérsias, sendo alvo de acusações por parte do público de tratar fãs com frieza em encontros e eventos. Relatos e vídeos desses episódios chegaram a viralizar nas redes sociais, intensificando as críticas. Um caso notório envolveu sua recusa em cantar durante uma entrevista, fato que gerou divisão de opiniões entre os internautas e admiradores.
A cantora reforça agora que sua postura mais reservada não se deve a uma falta de consideração para com o público. Pelo contrário, ela explica que essa característica é uma parte inerente de sua personalidade. Dessa forma, Liniker busca desmistificar a imagem pública e reafirmar sua humanidade diante das expectativas e julgamentos que acompanham a vida sob os holofotes.












