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Maratonista faz trajeto de uma vacina nas ruas de São Paulo

Além de realizar corridas que formam desenhos, o homem costuma dobrar a quilometragem de maratonas

Virtz|Diego Prado, do R7*

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José Junior já dobrou o percurso de algumas das maiores maratonas do mundo
José Junior já dobrou o percurso de algumas das maiores maratonas do mundo

José Júnior é um ultramaratonista de 39 anos que resolveu inovar em suas corridas nas ruas. Além de aumentar muitos percursos já conhecidos, ele corre passando por lugares de forma a criar desenhos com seu "mapa de calor".

No final de 2020, o rapaz fez uma corrida especial em São Paulo, formando o desenho de uma seringa, comemorando a recente chegada da vacina do novo coronavírus no mundo.

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Júnior diz que recebeu de alguns de seus seguidores essa sugestão, visto que ele já havia andado na forma de um coração com a sigla da capital paulista (SP) dentro dele.

"Um piloto alemão havia feito um desenho de uma seringa, no céu, em homenagem à vacinação que estava ocorrendo na Europa e muita gente começou a me mandar as fotos, pedindo para que eu fizesse a mesma coisa, mas correndo. Então, fui até o bairro de Moema e fiz o percurso no dia 28 de dezembro", conta ele.

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"Eu corro há 15 anos, faço provas de mais de 40 km, chegando até 150 km. Em 2018, eu já havia dobrado a maratona de Nova York, são 42 km e eu fiz 84 km. Fui a primeira pessoa do mundo a fazer isso. Quero correr as seis maiores maratonas do mundo nesse formato. Além dessa, fiz também a de Chicago, em 2019, e a do Rio de Janeiro, em 2017. Em 2020, eu ia dobrar a de Tóquio e a de Berlim, mas não teve corrida por conta da covid-19", explica ele.

O ultramaratonista já fez outras provas que ele mesmo criou, no bairro da Liberdade, na capital paulista, ou indo do Aeroporto de Guarulho até o Aeroporto de Congonhas, ou de Congonhas até o Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas, totalizando 100 km em 10 horas.

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Após 100 km, Júnior foi do Aeroporto de Congonhas até o Aeroporto Internacional de Viracopos
Após 100 km, Júnior foi do Aeroporto de Congonhas até o Aeroporto Internacional de Viracopos

De acordo com Júnior, muita gente estava com depressão, ou frustrada, por não poder correr durante o ano passado, com parques fechados e provas canceladas. Então, ele fazia percursos de rua e convidava outras pessoas para correr, porém sempre com cuidado e segurança.

Além de corredor, o profissional, que atua na área de Tecnologia da Informação, escreveu o livro "O Dobro ou Nada", em que conta a história de quando ele dobrou a maratona de Nova York e ensinando as pessoas a usarem as ferramentas da internet para fazer esse percursos.

* Estagiário do R7, sob supervisão de Luciana Mastrorosa

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