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Estudo mostra que poluição por cocaína altera comportamento de salmões

Pesquisa identifica impactos ambientais provocados por resíduos humanos em ecossistemas aquáticos

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A contaminação por cocaína em ambientes aquáticos afeta o comportamento dos salmões.
  • Um estudo monitorou salmões expostos à cocaína e seu metabólito, mostrando que nadaram mais do que os não expostos.
  • A presença de substâncias químicas na água pode impactar a dinâmica dos ecossistemas e a interação dos peixes com predadores e fontes de alimento.
  • Pesquisadores alertam para consequências ecológicas e a necessidade de mais estudos sobre os efeitos nas populações de peixes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Peixes no mundo todo estão sendo contaminados por drogas como a cocaína Pixabay

A presença de cocaína em rios e lagos ao redor do mundo já começa a produzir efeitos na fauna aquática. Um estudo recente revelou que a contaminação por essa substância, causada principalmente por resíduos humanos, pode alterar de forma significativa o comportamento de peixes, como o salmão do Atlântico.

A pesquisa acompanhou 105 salmões jovens criados em cativeiro e soltos no Lago Vättern, na Suécia. Os animais foram divididos em três grupos: um exposto à cocaína, outro a um metabólito da droga chamado benzoilecgonina e um grupo de controle, sem exposição. Todos receberam implantes de liberação lenta das substâncias e foram monitorados por telemetria durante oito semanas.


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Os resultados indicaram que os peixes expostos às substâncias químicas apresentaram mudanças claras de comportamento. Enquanto os salmões do grupo de controle reduziram gradualmente sua atividade e se tornaram mais sedentários, os expostos à droga continuaram nadando por distâncias maiores ao longo do tempo.

O efeito foi ainda mais intenso no grupo exposto à benzoilecgonina, principal produto da metabolização da cocaína no corpo humano. Esses peixes nadaram até 1,9 vez mais por semana em comparação aos não expostos e chegaram a se dispersar até 12,3 quilômetros além do ponto de liberação.


Os cientistas destacam que o movimento dos peixes é um fator central para o funcionamento dos ecossistemas. Mudanças nesse padrão podem afetar desde a alimentação até a relação com predadores, além de influenciar a estrutura das populações.

A presença dessas substâncias na água está associada à incapacidade das estações de tratamento de esgoto de remover completamente compostos químicos de origem humana. Com milhões de usuários de cocaína no mundo, a tendência é que esses resíduos continuem chegando aos ambientes aquáticos.


Especialistas afirmam que organismos aquáticos vivem hoje expostos a uma mistura diluída de substâncias biologicamente ativas. Por isso, a influência de drogas no comportamento de animais já é considerada uma realidade crescente.

Os pesquisadores também alertam para possíveis consequências ecológicas. Peixes que nadam mais podem gastar energia excessiva, entrar em habitats inadequados ou alterar suas interações com predadores e fontes de alimento.


Embora os efeitos sobre o consumo humano não sejam considerados relevantes, já que os níveis encontrados nos peixes são baixos, o impacto ambiental levanta preocupações mais amplas. Estudos anteriores já identificaram efeitos semelhantes em outras espécies, como enguias e crustáceos, além da presença de cocaína em tubarões.

Os cientistas apontam que ainda há muitas perguntas sem resposta, especialmente sobre como essas mudanças comportamentais podem afetar a sobrevivência e a reprodução das espécies.

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