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Mercado de influenciadores cresce, mas marcas sofrem com gestão de campanhas

Falta de métricas e processos manuais travam o setor

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Feed TV - Viva a Vida|Do R7

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Influenciadores (Foto: Magnific) Feed TV

O mercado de criadores de conteúdo no Brasil atingiu proporções gigantescas, consolidando-se como um pilar essencial para as estratégias de marketing digital. Atualmente, o país abriga uma marca impressionante de 3,8 milhões de influenciadores digitais. Esses creators ditam tendências e movem diretamente a economia.


Levantamento da HypeAuditor mostra que metade dos consumidores brasileiros já realizou alguma compra motivada exclusivamente por uma recomendação na internet. Além disso, dados da Nielsen e da YPX apontam que 41% do público nacional prefere acompanhar produtores de conteúdo locais. Isso prova que a identificação cultural e a proximidade geográfica atraem muito mais conversões do que perfis com alcances astronômicos.

Mas nem tudo são flores no ecossistema dos influenciadores. À medida que o setor amadurece, as empresas enfrentam um verdadeiro desafio operacional para gerenciar e escalar suas campanhas. Um estudo da Traackr revelou que o engajamento orgânico em conteúdos patrocinados, principalmente no nicho de beleza, sofreu uma queda acentuada, desabando de 4,5% para 2,8%. O feed virou uma arena altamente disputada, e queimar orçamento escolhendo parceiros baseando-se apenas na métrica de vaidade do número de fãs tem custado caro, entregando pouca relevância, principalmente de seguidores reais e engajados.


A grande dor das marcas hoje não está na escassez de oportunidades, mas sim na ausência de infraestrutura para coordenar essas ações em larga escala. Uma pesquisa conjunta da YPX e Nielsen revela que 53% das marcas brasileiras encontram sérias dificuldades para quantificar o Retorno sobre o Investimento (ROI), apontando esse fator como a principal barreira para expandir as verbas no setor. Sem um rastreamento preciso, muitas operações continuam presas a processos manuais e rudimentares — como negociações intermináveis via mensagens diretas, comprovação de postagens por capturas de tela e planilhas descentralizadas —, o que inviabiliza o crescimento real do canal de vendas.

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Para solucionar esse apagão tecnológico e trazer profissionalismo à relação entre marcas e criadores, a startup brasileira Flikta desenvolveu um ecossistema completo focado na automação e centralização dessa gestão. Idealizada pelo fundador Flávio Babos, que utilizou sua experiência no crescimento de perfis digitais e parcerias comerciais para mapear as falhas do mercado, a plataforma permite que as empresas migrem de operações limitadas para o gerenciamento automatizado de até milhares de criadores simultaneamente.


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A virada de chave do sistema baseia-se em conceitos de gamificação e rastreamento automatizado de ponta a ponta. De acordo com dados da Scaleo, marcas que estruturam programas de recompensas com metas e pontuações claras para os influenciadores registram uma conversão até 7 vezes maior do que os modelos tradicionais. Na plataforma da Flikta, cada publicação feita no Instagram é monitorada de forma automática, gerando pontos que o criador pode converter em vouchers de desconto para sua audiência. Paralelamente, cupons individuais e links de afiliados são criados e integrados diretamente ao carrinho do e-commerce, eliminando o controle manual.

Esses programas estruturados apresentam taxas de conversão entre 8% e 15%, superando significativamente a média de 3% a 5% das promoções de varejo comuns, conforme aponta a MyCred. No setor de beleza, moda e bem-estar, onde o público consome o estilo de vida e a experiência real, e não apenas as especificações técnicas, essa consistência de postagens é fundamental para gerar vendas contínuas.

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